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Moradores de Alagados priorizam a preservação

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A Associação dos Proprietários e Moradores do Alagados (AMA) realiza, no próximo dia 12 de março, no escritório da Domínio Ambiental, Parque Santa Lúcia, uma assembleia geral extraordinária. Na pauta dos debates está o processo judicial que determinou, no ano passado, a demolição das casas instaladas no local. A reunião aconteceria nesta semana, mas acabou sendo adiada em função dos protestos de caminhoneiros, que dificultaram o deslocamento dos moradores e acabaram esvaziando o encontro.

De acordo com o presidente da Entidade, Carlos Ney Silva, a reunião tem como objetivo apresentar os detalhes do processo e debater as medidas cabíveis, dentro da lei, para assegurar a preservação do patrimônio dos integrantes da Associação. “A reunião deverá ter os detalhes do caso, trazidos por nosso diretor jurídico”, diz.

O diretor jurídico em questão é o advogado Fernando Martin Ruiz, que irá dialogar com os integrantes da Associação a respeito das medidas jurídicas e populares a serem tomadas, na tentativa de reverter a imagem pública dos moradores daquela região, segundo a qual eles promovem a degradação ambiental junto à represa que abastece parte da água à cidade.

“A reunião é informativa, a respeito da situação atual do processo [judicial]. Mas também será para falar a respeito dos recursos empregados pela Associação para a preservação desse santuário” diz.

Justiça determinou demolições

Em outubro de 2014, uma sentença da 1ª Vara da Fazenda de Ponta Grossa determinou a demolição das construções existentes às margens de até 100 metros do lago artificial, além de exigir a retirada de entulhos decorrentes da demolição. No entanto, os cerca de 10 moradores ou proprietários de residência localizadas naquela área não pretender deixar os terrenos. No total, cerca de 50 ações foram ajuizadas desde o início do processo, em 2002. A Associação argumenta que desenvolve uma série de medidas para que o local seja preservado. Os moradores teriam realizado até mesmo o florestamento, isto é, plantio de árvores onde antes não existia, junto às margens do Alagados.

Informações do Jornal da Manhã.

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