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Programa orienta gestantes sobre adoção de bebês

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Desde maio do ano passado, a Vara da Infância e da Juventude de Ponta Grossa desenvolve o programa ‘Entrega Consciente’ no município. Inspirado no trabalho realizado em Cascavel, o programa orienta os profissionais envolvidos com gestantes que manifestem o desejo de entregar seus filhos para adoção.

O programa trabalha com a formação e capacitação de multiplicadores – que entrarão em contato com as gestantes e farão o trabalho de orientação sobre a possibilidade de entregar os filhos para adoção, caso não queiram ou não tenham condição de cria-los. Os profissionais trabalham em diversas áreas, como saúde (médicos, enfermeiros, agentes comunitários) e social (psicólogos, assistentes sociais e pedagogos). Os multiplicadores estão em contato direto com a população e têm condições de avaliar a situação de cada gestante. Em caso de dúvidas, eles também podem oferecer apoio social e psicológico.

Os profissionais que mantém acesso direto com as gestantes dispõem de um amplo material de orientação, com apresentações de slides, vídeos, fotos e cartazes, tudo para que a família também entenda a importância da entrega consciente em determinados casos.

Entre os principais motivos de entrega de crianças para a adoção está a percepção da mãe de que não haverá condições para a criação do filho, além de conflitos internos da gestante. Em muitos casos, também há a gravidez indesejada, a ausência de um pai para auxiliar na criação do filho e até mesmo o não desejo de exercer a função materna.

O maior problema enfrentado pelas instituições que defendem os direitos da criança, e que o programa busca enfrentar, são os casos em que a mãe não deseja ter a criança, mas teme o julgamento pela comunidade. Nesses casos, a gestante acaba tomando decisões inadequadas, como a tentativa de aborto, maus tratos e abandono e até negligência. Esse tipo de atitude prejudica o desenvolvimento da criança e traz sérios prejuízos e sofrimentos na área afetiva, podendo gerar problemas até mesmo na fase adulta.

Outra questão que também é evitada por meio da entrega consciente é a adoção ilegal. Isso ocorre quando a mãe entrega o bebê diretamente a uma família que não está preparada para o processo de adoção. Outra situação que afeta as crianças é o prolongamento do tempo de institucionalização pela não desistência da guarda. Essas crianças acabam ficando tempo demais nas instituições, diminuindo as chances de adoção.

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