Críticas iniciam crise entre Câmara e o Observatório em PG
Presidente do Observatório fez criticas a atuação dos vereadores. Parlamento respondeu e cogitou ação judicial

Os vereadores da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) deram início a uma crise entre a Casa de Leis e o Observatório Social dos Campos Gerais, mais especificamente a figura do presidente do órgão, Ney Taques. O representante do Observatório participou no último sábado (23) de um debate em uma rádio na cidade e fez comentários que não foram bem ‘digeridos’ pelos vereadores que propuseram uma nota de repúdio do Legislativo contra Taques.
O debate realizado em uma rádio de Ponta Grossa discutiu a função da Câmara de Vereadores e contou com a presença de parlamentares Romualdo Camargo (PSDC), líder do Governo, Antonio Aguinel (Rede), vice-líder da oposição, e Daniel Milla (PV), além do próprio Ribas. Durante a discussão, Ney fez críticas aos gastos da Câmara e ao trabalho dos vereadores e foi questionado pelos parlamentes.
Durante a sessão dessa segunda (25) o assunto reverberou no Legislativo. O primeiro parlamentar a citar o caso foi Paulo Cenoura (PSC). O ex-secretário de Meio Ambiente fez duras críticas a Ney e propôs a nota de repúdio contra o presidente. “Esse cidadão vem desrespeitando o Legislativo Municipal e fazendo críticas sem fundamento durante um tempo considerável”, disse Cenoura na Tribuna.
Daniel Milla e Antonio Laroca Neto (PDT) fizeram coro as críticas, mas foi o presidente do Legislativo quem subiu o tom. Sebastião Mainardes (Democratas) disse que para ele Ney Nóbrega “não representa nada” e tem vontade de ser vereador. “Ele [Ney] veio de outra cidade e chegou aqui dizendo asneiras. Lembro que em 2012 já tive que desmenti-lo em uma discussão dentro da Associação Comercial [Acipg]. Dessa vez, se necessário, iremos tomar as atitudes legais necessárias”, disparou Mainardes.
“Dar minha opinião não é crime”, rebate Ney
Procurado pela equipe do Jornal da Manhã, Ney se disse “tranquilo” sobre os comentários feito a respeito do Legislativo. “Tenho liberdade de expressão garantida pela constituição e a Câmara é composta por servidores e eles são nossos funcionários”, lembrou Ney. O presidente lembrou que o Observatório é um órgão de fiscalização e não apresenta juízos de valor sobre o trabalho dos vereadores, mas apenas números para que a população construa esse juízo de valor. “Apresentamos um trabalho de monitoramento sobre os parlamentares, especialmente no que diz respeito as despesas”, considerou Nóbrega.





















