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Boca de urna ainda existe em PG e Justiça está atenta

Hoje, tudo que envolve a questão de tentar promover candidatura ou interferir na decisão do eleitor na hora de votar é considerado boca de urna.

Boca de urna ainda existe em PG e Justiça está atenta
Boca de urna ainda existe em PG e Justiça está atenta -

Willian Koziel/Unisecal

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Hoje, tudo que envolve a questão de tentar promover candidatura ou interferir na decisão do eleitor na hora de votar é considerado boca de urna.

A boca de urna mudou seus aspectos nos últimos anos. Antigamente, o cabo eleitoral fazia a propaganda e pedidos de votos para seu candidato próximo ao local de votação e em filas de seções eleitorais, o que se caracterizava um delito, tipificado na lei n° 9.504/1997 - a lei das eleições. Hoje, tudo que envolve a questão de tentar promover candidatura ou interferir na decisão do eleitor na hora de votar é considerado boca de urna.

 A Justiça Eleitoral é responsável pela transparência e a lisura do processo eleitoral. Em parceria com a Polícia Militar, são responsáveis por receber as denúncias de propagandas eleitorais no dia da eleição.

 Alessandra Kopp, chefe de cartório da 15ª zona eleitoral, conta que em Ponta Grossa, o órgão responsável pelo encaminhamento de quem pratica boca de urna é a Polícia Militar. "Acionada pelo 190, a polícia vai ao local onde está havendo o delito e leva o indivíduo até a delegacia, onde ficará à disposição do Juiz Eleitoral".

 Caso comprovado o crime eleitoral, a pena é de seis meses a um ano de detenção ou multa que pode ser negociável com o juiz em troca de serviços à comunidade, convertida em cestas básicas, por exemplo.

 Crime ainda acontece

 A eleitora Flávia Mello conta que já presenciou boca de urna e candidato sendo levado pela polícia após tentar influenciar eleitores na hora da votação. Flávia diz que nunca pegou santinhos na rua e nunca foi influenciada por boca de urna. "Sempre tomo minha decisão de voto após conhecer cada candidato. Eu tenho consciência, busco a história e a índole dele para eu votar", afirma.

 Segundo Edson Gomes, radialista, publicitário, pós-graduando em ciências políticas e escritor, atualmente, a boca de urna que acontece na região, é a contratação de trabalhadores para serem fiscais. Conforme Edson, cabos eleitorais e o próprio candidato saem nas vilas na última semana de votação, contratando lideranças de bairros (chamados de 'agenciadores') e pagando R$ 200. Esses líderes são responsáveis por contratar os fiscais no dia da eleição. "Em nossa cidade pagam na faixa de R$ 50. Essa contratação influencia o eleitor-fiscal na hora do voto. Não só o voto dele, mas o da família também, decidindo a eleição", explica.

 Como denunciar?

 Qualquer cidadão que presenciar boca de urna pode denunciar através dos canais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), como o aplicativo 'Pardal' anexando imagens e relatando fatos anonimamente, pelo número 190 do plantão da Polícia Militar, pessoalmente ou por meio eletrônico no Ministério Público Eleitoral. 

Por Willian Koziel sob supervisão de Helton Costa. Esta notícia faz parte do projeto de fortalecimento do Jornalismo Regional, do curso de Jornalismo da UniSecal em parceria com o Portal aRede/Jornal da Manhã.

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