Luan Santana comenta sua relação com Ponta Grossa

Responsável por animar o primeiro dia da 24ª Münchenfest, o cantor Luan Santana deve basear seu repertório no seu lançamento mais recente, o DVD 'O Nosso Tempo É Hoje'. Em entrevista publicada no último fim de semana no caderno Urbe, do Jornal da Manhã, o ídolo da música sertaneja falou sobre sua relação com a cidade de Ponta Grossa e comentou as novidades do último projeto.
Jornal da Manhã: De onde surgiu a ideia para esse novo trabalho tão diferente? Vocês pretendiam dar uma nova cara ao estilo sertanejo?
Luan: A gente queria mostrar uma nova vertente da música sertaneja. Por isso, não trouxemos convidados. A música sertaneja estava precisando de um respiro. Quanto ao repertório, a energia de ouvir pela primeira vez e já sair cantando é totalmente diferente. Temos mais de dez músicas inéditas.
JM: Nos DVDs anteriores, havia muitos efeitos. Nesse, não existem muitas coisas. Qual foi a intenção?
Luan: Realmente, investimos em um mundo particular, em uma experiência. Quanto aos efeitos de pirotecnia, foram todos pensados com muito profissionalismo, seguindo as regras de segurança, com fiscalização do corpo de bombeiros e o principal, em local aberto, como deve ser.
JM: O que mudou do primeiro DVD pra cá?
Luan: A estrada muda a gente, não sou o mesmo de três anos atrás. Do DVD de Campo Grande para este último, amadureci, aprendi muito e firmei meu lugar dentro da música. É a evolução natural da vida. O ser humano evolui, ganha experiência. Estou crescendo, tanto no pessoal quanto no profissional.
JM: Como funciona o seu processo de composição, já que esse novo trabalho é feito quase que exclusivamente com inéditas?
Luan: Olha, é difícil, mas tem que sobrar né? Caso contrário fica complicado. Eu às vezes utilizo o hotel, durante também viagens eu arrumo um tempo e consigo compor. É difícil dizer o que me inspira. Algumas histórias que eu retratado nas músicas foram vivências minhas, fatos que ocorreram comigo. Eu passo para a música histórias que eu já vivi, mas, na maioria das vezes, são meus amigos que me contam coisas, me dão os temas, e eu faço a música.
JM: Como é para você estar se apresentando mais uma vez em Ponta Grossa? Você fica feliz em poder retornar a cidade?
Luan: Eu fico muito feliz quando sei que tenho shows agendados para essa região. É sempre um prazer enorme vir até aqui e poder cantar para essas pessoas. Eu, graças a Deus, tenho muitos fãs aqui na cidade e na região. E sempre quando venho para cá a expectativa é de ser bem recebido, com a participação muito grande do público, em um show emocionante do começo ao fim. É muito gostoso estar aqui, estou muito feliz.
JM: Você vem vivendo um momento promissor na sua carreira, agregando cada vez mais fãs, coisa que muitos artistas mais velhos nem conseguem atingir. Dá pra manter os pés no chão?
Luan: Dá sim. Eu acho que é próprio da minha natureza. Digo isso até mesmo por eu ter nascido em Campo Grande e ser muito ligado a minha família. Fui aprendendo com os meus pais e acho que a educação que eles me deram é humildade acima de tudo. Eu acho que quando se a gente faz algo com verdade, dá certo. Cantar sempre esteve no meu sangue. Eu nasci cantando. Acho que quando a coisa é verdadeira, é recíproca com os fãs, a galera percebe isso. E acaba se identificando com o que você.
JM: Já que você falou em fãs, como você faz para manter o contato com eles?
Luan: Eu trato eles como se fossem da família mesmo. Quando alguém critica ou fala mal, eu sempre vejo que eles me defendem. Eu tenho Twitter, eu uso muito a internet, então, esse contato é meio que direto. A gente faz promoções com as fãs, estamos sempre tendo esse relacionamento. Isso é muito bom e estimula a gente a continuar na carreira.
JM: Mesmo muitas pessoas pensarem que a fama só traz benefícios, alguns problemas também aparecem com ela. Para você, qual a pior parte da fama?
Luan: Acredito que a falta de liberdade. Não dá pra sair na rua a qualquer hora ou ir a qualquer lugar. Outro ponto que pesa muito nas coisas que eu vou fazer é ficar longe da família e dos amigos também.





















