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A Glória do Meu Quilombo garante inclusão, conhecimento e interação

Com o uso de técnicas de acessibilidade nos materiais pedagógicos e nos encontros com a comunidade escolar, a inclusão de todas as pessoas está garantida em cada edição

Rayssa Miranda, em pé e de preto, traduz do Português para as Libras
Rayssa Miranda, em pé e de preto, traduz do Português para as Libras -

Publicado por Julia Sansana

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A Glória do Meu Quilombo fala de identidade e pertencimento, de letramento racial e educação antirracista, além de memória, presença negra e quilombola. Mas os temas e abordagens deste projeto não param por aí. Com o uso de técnicas de acessibilidade nos materiais pedagógicos e nos encontros com a comunidade escolar, a inclusão de todas as pessoas está garantida em cada edição.

As soluções em comunicação acessíveis tornam o projeto disponível e ao alcance de todas as pessoas. De acordo com a diretora-geral de A Glória do Meu Quilombo, a equipe pensa, planeja e desenvolve a comunicação digital e presencial, transformando recursos como audiodescrição, legendagem e interpretação em língua de sinais em realidades. Desta forma, plataformas como as redes sociais do projeto, audiolivros, a animação, a cartilha e as palestras são atividades, ações e produtos que garantem a inclusão e a interação também para pessoas com deficiência.

“Nossas atividades apresentam aos estudantes reflexões sobre Carolina Maria de Jesus, quilombos, desigualdades sociais e a presença negra na formação do Brasil, conectando literatura, memória e território. Para que todos compreendam o que compartilhamos, o projeto também segue em outros formatos e linguagens. A cartilha educativa, por exemplo, distribuída gratuitamente, tem recursos em braile. Temos peça tátil e audiolivro coletivo também, fortalecendo o acesso ao conteúdo para diferentes públicos”, pontua Ligiane Ferreira.

Segundo a intérprete de Libras Rayssa Miranda, a comunicação acessível oportuniza ao público do projeto mais do que inclusão e aprendizado. Ela acredita que também favorece a reflexão crítica e o fortalecimento do povo negro na construção social. “A palestra marca a vivência de seu Wilson (homem negro e oriundo de comunidade quilombola de Ponta Grossa), que através dos relatos deixa evidente como o Quilombo Sutil resistiu ao tempo e aos preconceitos para manter viva as suas raízes. A palestra também homenageia a genialidade de Carolina Maria de Jesus. Debatemos sobre como uma mulher negra, favelada, catadora de papel, transformou a fome e a escassez em uma obra-prima: Quarto de Despejo. ‘A Glória do Meu Quilombo"; destaca com muita sensibilidade a força da sua escrita, que cruzou fronteiras e se tornou uma das maiores ferramentas de denúncia social e libertação no nosso país”, comenta a tradutora.

Rayssa, que se considera uma mulher negra, disse que durante sua trajetória escolar não teve acesso à própria história da forma como aprendeu através do projeto. “Foi uma experiência muito além de uma palestra. Foi um espaço de profundo aprendizado, de emoção e, acima de tudo, de fortalecimento da nossa identidade e da luta contra o esquecimento";, finaliza.

A Glória Do Meu Quilombo é uma produção de Ligiane Ferreira e Inspire Projetos Criativos; aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura - Ministério da Cultura - Governo Federal. Acompanhe o projeto pelo Instagram.

Com informações da assessoria. 

Confira o resumo da notícia

Foco temático e representatividade: O projeto "A Glória do Meu Quilombo" aborda identidade, pertencimento, letramento racial e educação antirracista. Através de palestras e materiais, a iniciativa resgata a memória da presença negra e quilombola na formação do Brasil, destacando a história de resistência do Quilombo Sutil (de Ponta Grossa) e homenageando a genialidade literária de Carolina Maria de Jesus.

Acessibilidade e inclusão total: A iniciativa prioriza soluções de comunicação acessível para garantir que pessoas com deficiência participem integralmente. Tanto no ambiente digital quanto no presencial, o projeto transforma recursos como audiodescrição, legendagem, interpretação em Libras, braile, peças táteis e audiolivros em ferramentas reais de interação.

Impacto social e fomento cultural: Além de promover o aprendizado e a reflexão crítica contra o esquecimento histórico, o projeto fortalece a identidade do povo negro. A produção é realizada por Ligiane Ferreira e Inspire Projetos Criativos, sendo aprovada pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná com recursos federais da Política Nacional Aldir Blanc.

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