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Fantasma ainda tem chances, apesar dos seguidos tropeços

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A desastrosa e inesperada campanha do Operário, em 2016, com apenas um ponto em 15 disputados, pode ter suas causas ligadas ao corpo mole de alguns atletas, desinteresse, insatisfação, descomprometimento e pouco caso com os interesses do clube. O jogo contra o Coritiba, no último domingo, deixou evidente a desestruturação do Fantasma, a falta de comando e inatividade.

As péssimas contratações ensejaram essa campanha pífia, mas erros de estratégia, cometidos ainda no ano passado, levaram o Fantasma a essa situação de desespero na tábua de classificação. Peças-chaves do elenco campeão, em 2015, deveriam ser mantidas, o que não aconteceu. Com a saída de Itamar Schülle e a entrada do desconhecido Antonio Picolli, a transformação, em Vila Oficinas, foi para pior.

A manutenção de Schülle e da comissão técnica eram fundamentais para a continuidade da ascensão do alvinegro. A renovação de contrato com jogadores como o Ruy, Jonathan e Douglas garantiria solidez ao time. Muitos jogadores que estavam na reserva, ano passado, são infinitamente superiores físico e tecnicamente em relação a muitos que foram contratados para este ano.
Apesar dos seguidos tropeços, as chances de se livrar do rebaixamento e de obter a classificação à próxima fase são possíveis. A performance das equipes da capital (Paraná, Atlético, Coritiba e J. Maluceli) e a instabilidade dos times do interior (PSTC, Toledo, Cascavel, Foz do Iguaçu, Maringá, Rio Branco e Londrina) são fatores posistivos para o alvingero.

O time volta aos treinamentos hoje para enfrentar o Toledo, amanhã, à noite, em Vila Oficinas. A reação é possível. O torcedor voltará a apoiar a equipe se houver esforço dos jogadores dentro das quatro linhas. Não é possívbel ser campeão todos os anos. Mas é inadmissível o Fantasma ser rebaixado, um ano depois de conquistar o maior título de sua história.
Torcedores cobram resultados
Nas redes sociais, o nocaute sofrido pelo Fantasma, no Estádio Couto Pereira, não foi digerido pelos torcedores e pedidos de mudanças e de novas contratações são reforçadas. “Até aqui era previsto isso, sabia que essa tabela iria nos complicar muito. Agora começa o campeonato. Ainda pode classificar. Tem que vencer dois jogos seguidos e perder no máximo mais um, senão segunda divisão”, alerta Junior Mtb. Para Alexandre F. Haberland, a equipe tem grande torcida, mas os atletas estão jogando como time pequeno. “Diretoria demorando pra agir! Reforços pra ontem. Tem muito titular que merece estar no banco”, assinala. Leonardo Peixoto foi mais enfático, afirmando que os jogadores não estão se importando com a torcida. O discurso de Martin Alex é muito mais ameno e tem o tom de reconciliação. “Não há mais o que dizer. Apoiar sempre por mais que eu esteja completamente triste”, diz.
Justificativas
O técnico Claudemir Sturion assumiu a responsabilidade da derrota e destacou a dificuldade no setor ofensivo. “Eu coloquei esse time para jogar e sei da responsabilidade. O posicionamento deixou muito a desejar daquilo que precisamos para alcançar os resultados positivos, além dos desfalques no setor ofensivo. Acredito que a nossa equipe precisa mudar a atitude dentro de campo”.

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