Novas tendências de ensino

A globalização, tanto econômica como cultural, exige que as pessoas estejam ligadas nas inovações tecnológicas e que aprendam um novo idioma. Isso porque, a cada dia novas empresas, especialmente multinacionais, ganham espaço em nossa cidade e está muito mais fácil viajar para fora do país. Pensando nisso, muitas instituições de ensino privado estão investindo no ensino bilíngue e no uso cada vez maior de equipamentos tecnológicos.
Em Ponta Grossa, várias escolas estão adotando gradualmente o ensino bilíngue nas salas de aula. Um exemplo é a escola Sepam, que em 2013 iniciou a implantação da segunda língua no ensino fundamental, juntamente com o Sistema UNO Internacional. Novos professores foram contratados para ministrarem disciplinas do currículo regular em inglês, o objetivo da escola é que seus alunos sejam fluentes no idioma e que o segundo idioma seja implantado em todas as classes até 2016.
“Neste ano nós começamos a ter aulas em inglês, num processo que inclui todas as disciplinas”, explica a coordenadora do Departamento de Línguas Estrangeiras do Colégio, Luciana Guerra. No ensino bilíngue, as matérias do currículo escolar são ministradas tanto na língua materna como no segundo idioma. Ou seja, a criança terá aulas de matemática, por exemplo, em inglês.
O uso de novas tecnologias em sala de aula está cada vez mais evidente. Tudo isso porque as crianças já desde muito pequenas estão em contato com meios eletrônicos, como computadores, tablets e smartphones.
O Colégio Marista já inseriu em sala de aula o uso de tablets e lousa digital no dia a dia da escola. Antes de começar a utilizar esse tipo de material, os professores passaram por cursos de formação continuada para introduzir da melhor maneira a tecnologia ao dia a dia da escola. Para o diretor da escola, Ir. Vanderlei Siqueira dos Santos, a tecnologia é um meio de qualificar o processo de ensino e aprendizagem. “Com a inovação tecnológica é preciso modificar a metodologia, para que o aluno se sinta motivado em aprender”, afirma.
Outra tendência que vem ganhando espaço nas escolas da cidade é o ensino em período integral. De acordo com dados da pesquisa nacional do Datafolha, publicada em setembro, no jornal Folha de S. Paulo, nove em cada dez brasileiros consideram escola em período integral necessária para a educação das crianças.
Muitos pais trabalham e precisam deixar seus filhos na escola o dia todo, para isso escolas como a Santo Ângelo, oferecem o ensino em período integral para crianças a partir dos quatro meses de idade. Para a diretora Telma Boiko, a educação em período integral ajuda a criança em diversos níveis, não só na aprendizagem de conteúdo. “Se o aluno fica mais tempo na escola, ele tem uma melhora no rendimento escolar, pratica outras atividades, como esporte e dança, tem uma orientação nutricional, diminuiu o risco social, entre outros benefícios”, comenta.





















