Visitas, perguntas e muitas dúvidas na hora da matrícula | aRede
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Visitas, perguntas e muitas dúvidas na hora da matrícula

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Gabriel Sartini

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O Censo Escolar 2012, realizado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostrou que o número de matrículas de crianças de até três anos em escolas públicas e privadas passou de 2,5 milhões em 2012, obtendo o crescimento de 10,5% em relação a 2011. Deste número, 929.737 foram matriculados na rede privada. O número de crianças deve aumentar ainda mais nos próximos anos, devido à alteração feita em abril na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que torna o ensino obrigatório a partir dos quatro anos de idade.

Por esse motivo, muitos pais como a coordenadora de comércio exterior, Ana Paula Cecatto Horta, já pensam na escola dos filhos desde a gravidez. Ao todo, ela e o marido visitaram sete escolas em Ponta Grossa em busca de uma que possuísse boas referências e que tivesse uma estrutura voltada, principalmente, a educação infantil. “Em algumas, nos chamou a atenção à falta de cuidado com a manutenção da estrutura: grama sintética do parquinho rasgada, protetores de parede sujos, etc. Porém, a maioria nos pareceu bem estruturada”, comenta.

Para Ana Paula, é preciso que as escolas valorizem seus profissionais, garantindo assim um atendimento mais especializado as crianças. Outro ponto importante durante a pesquisa foi o número de alunos por sala. “Deixamos de escolher uma excelente escola por ter 18 alunos em classe e decidimos por uma com 12. Sabemos que nesta idade (2-3 anos), seis alunos a mais fazem uma grande diferença”, explica.

Ana Paula acredita na necessidade de que a instituição de ensino seja mais que apenas um local de formação profissional, mas que se preocupe com a formação dos valores pessoais da criança, ensinando questões como respeito, solidariedade, honestidade e gentileza.

O casal optou pelo ensino em meio período e a maior dificuldade durante a pesquisa, segundo a coordenadora, foi conseguir uma vaga para na escola que escolheram. “Queríamos matriculá-los em agosto de 2013 e só conseguimos vaga para fevereiro de 2014”, explica.

A gerente de vendas, Jucilene Maboni Buzin, conta que ao procurar uma escola para a filha Isabelle, de três anos, ela e o marido buscavam uma escola em período integral, pois ambos trabalhavam fora. “A procura foi bem difícil, pois como não somos da cidade ficamos bastante preocupados na hora da escolha”, afirma. A mãe buscou informações com amigos que tinham filhos em idade escolar, para saber por onde começar, essa estratégia foi de extrema importância para definir quais colégios visitar. “Nós queríamos uma escola onde pudéssemos ter contato com nossa filha, que valorizassem os mesmos valores que nós e que fosse segura”, esclarece.

Ao todo o casal visitou cinco escolas que atendiam crianças de um ano, idade que a filha tinha quando iniciou a vida estudantil. “Por falta de vagas na escola que escolhemos, tivemos que matricular nossa filha em outra escolinha. E foi um verdadeiro arrependimento, pois lá não era permitido que os pais tivessem contato com a criança dentro da instituição”, conta Jucilene. A criança ficou lá apenas dois meses e foi transferida para atual escola.

Hoje, a menina estuda em período integral e os pais gastam em média mil reais por mês com a escola, mas para a mãe é um bom investimento. “Além, de ser bem cuidada, ela aprende muitas coisas, tem convívio com outras crianças, aprende valores importantes para a vida, se eu contratasse uma cuidadora o custo sairia mais caro e a Isabelle não teria acesso às atividades pedagógicas”, esclarece Jucilene.

Ela comenta ainda que nos dias de hoje os pais tem a necessidade de colocar os filhos na escola desde muito cedo, por isso é muito importante realizar uma boa pesquisa e principalmente ter um contato com a instituição, principalmente com os professores. “Agora, eu posso visitar a Isabelle qualquer hora do dia na escola e ainda recebo todos os dias a rotina dela por agenda ou telefone. Assim fica mais fácil de acompanhar o desenvolvimento da minha filha”, acrescenta.

À espera do segundo filho, Jucilene já se considera mais tranquila para inserir o bebê na escola, mas sabe que os custos irão aumentar ainda mais. “Nós já conhecemos a escola e isso nos traz muito mais segurança e tranquilidade para deixa-lo lá desde pequeno, apesar dos gastos dobrarem no final do mês”, afirma.

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