Klabin exporta mais de R$ 600 mi em celulose
Valor foi registrado no primeiro trimestre, evidenciando a região em âmbito estadual no saldo da balança comercial

O investimento de R$ 8,5 bilhões realizado pela Klabin no município de Ortigueira, na região dos Campos Gerais, está contribuindo para elevar o saldo da balança comercial paranaense. A Unidade Puma que iniciou a produção de celulose há pouco mais de dois anos (março de 2016), está colocando esse produto como um dos mais exportados pelo Estado do Paraná. Somente neste primeiro trimestre de 2018 foram embarcados US$ 180,6 milhões (mais de R$ 600 milhões) do produto, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
A unidade tem a capacidade de produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano. Desse montante, mais de dois terços é destinado para a exportação. O grande volume exportado já elevou Ortigueira ao posto de segundo município maior exportador da região dos Campos Gerais em 2017, atrás apenas de Ponta Grossa. A Klabin, aliás, foi a empresa instalada nos Campos Gerais que mais exportou no ano passado. E agora, diferente do ano passado, a empresa está apta a operar, durante todo o ano, com 100% da capacidade.
Por esses fatos, no período de apenas seis anos, as exportações de celulose pelo Paraná aumentaram 112 vezes, de US$ 4,9 milhões (2011) para US$ 553,8 milhões em 2017. Desses, US$ 438 milhões foram originários do município de Ortigueira. Apenas por motivos de comparação, em relação aos outros setores, no primeiro trimestre de 2018 a celulose subiu para a quarta colocação no ranking estadual das exportações, atrás apenas de soja em grão, carne de frango in natura e farelo de soja.
Como explica o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), Júlio Suzuki, o produto superou outros itens de grande peso nas exportações do Estado. “A celulose desbancou os automóveis em exportações no trimestre. Como é um produto com múltiplas aplicações, não apenas para fabricação de papel e embalagens, mas também fraldas e outros produtos de higiene, há um potencial muito grande para exportações pelo Paraná”, destacou.
Fábrica impulsiona crescimento
Além de gerar mais dividendos para o município e outras cidades do entorno, através do retorno de impostos, e também a geração de emprego, o projeto movimenta toda uma cadeia, fomentando a economia regional. “Um projeto desse se desdobra no aumento da produção florestal, nas exportações e na movimentação logística até o porto de Paranaguá, e até mesmo no aproveitamento de resíduos para a geração de energia”, exemplifica Suzuki.





















