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Apesar de ‘guerra’, Alep aprova projeto polêmico

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Apesar dos intensos confrontos entre a Polícia Militar e manifestantes durante toda a tarde desta quarta-feira (29), os deputados estaduais aprovaram por 30 a 21 o projeto que altera a Paranaprevidência. A APP-Sindicato informou que, mesmo com a decisão dos parlamentares, vai manter a greve por tempo indeterminado.

Os confrontos começaram por volta das 15 horas, em frente ao prédio da Alep. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que a PM utilizou bombas de gás lacrimogênio, jatos de água, spray de pimenta e balas de borracha contra os manifestantes. Informações veiculadas pela Banda B indicam que mais de 150 pessoas ficaram feridas, cerca de dez delas em estado considerado grave.

Segundo a Gazeta do Povo, as ambulâncias do Samu e os veículos disponibilizados pela Prefeitura de Curitiba não conseguiam chegar até o local do confronto para atender às vítimas e, por isso, muitas delas foram levadas a hospitais em carros de servidores do Tribunal de Justiça do Paraná, local usado como refúgio após a repressão policial. Sete pessoas foram presas, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária, com pedras e bombas caseiras.

Em nota, o governo do Estado disse lamentar os confrontos desta tarde e citou atos de “agressão e vandalismo provocados na tarde desta quarta-feira (29) por manifestantes estranhos ao movimento dos servidores estaduais que estavam concentrados em frente à Assembleia Legislativa”. Para o governo, “as reiteradas tentativas desses manifestantes de invadir o espaço do Parlamento Estadual culminaram com a ação de defesa das forças policiais, destacadas para cumprir a ordem judicial de proteção à Assembleia e ao seu livre exercício democrático”.

Ainda no comunicado, o governo culpou o “radicalismo e a irracionalidade de pessoas mascaradas e armadas com pedras, bombas de artifício, paus e barras de ferro, utilizados contra os policiais” pelos confrontos.

A APP-Sindicato, entidade que representa os professores, também emitiu um comunicado oficial e destacou que “neste dia, que entrará para a história como uma data a se lamentar, o governo do Paraná ultrapassou todos os limites”, ressaltando que a repressão registrada nesta tarde “é uma mancha deplorável na história do nosso Estado”.

“E assim, neste dia, apesar da resistência pacífica e heroica dos(as) servidores(as) estaduais, a tramitação do projeto do governo continuou. Ao custo de sangue e lágrimas de centenas de trabalhadores(as). E isto, sim, é de lamentar e repudiar. Além de não podermos entrar e nos manifestar na Casa do Povo, fomos expulsos violentamente das ruas. É um desrespeito ao Estado Democrático de Direito. É o retorno de uma ditadura insana, na qual a vaidade e o projeto personalista do senhor governador se sobrepõe ao de milhares de trabalhadores e trabalhadoras”, completa a nota.

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