Defensoria inicia atendimento às famílias afetadas por tornados no Paraná
Equipes estiveram em Candói e Turvo para orientar moradores, visitar comunidades atingidas e auxiliar o poder público na resposta aos temporais

A Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR) iniciou, nesta semana, o atendimento presencial às famílias afetadas pelos temporais que atingiram municípios paranaenses, especialmente Candói e Turvo, onde tornados e chuvas de granizo provocaram grandes prejuízos.
Desde o último domingo (28), moradores das duas cidades enfrentam os impactos dos fenômenos climáticos, que causaram destelhamento de residências, interrupção no fornecimento de energia elétrica, perda de colchões, móveis e eletrodomésticos, além de comprometer serviços essenciais.
Entre quinta (2) e sexta-feira (3), equipes da Defensoria estiveram em Candói para prestar orientações às famílias acolhidas em um ginásio municipal, visitar áreas rurais atingidas, comunidades quilombolas e uma aldeia indígena, além de auxiliar gestores públicos na organização do atendimento às vítimas.
De acordo com a defensora pública Ingrid Lima Vieira, responsável pela coordenação da ação, o objetivo inicial foi esclarecer à população e aos órgãos envolvidos quais são os direitos das famílias atingidas, especialmente em relação ao acesso a benefícios e auxílios assistenciais.
Durante reunião com representantes da Prefeitura de Candói, da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Defesa Civil e da assessoria jurídica do município, a Defensoria recomendou a criação de um cadastro das pessoas afetadas, com prioridade para casos de maior vulnerabilidade, como idosos, crianças, pessoas com deficiência e portadores de doenças graves.
Segundo a defensora, o levantamento permitirá que o poder público estabeleça critérios objetivos para a distribuição de doações e concessão de benefícios emergenciais.
A DPE-PR também solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros Militar do Paraná para avaliar as condições de acesso aos serviços essenciais nas residências atingidas e identificar outras necessidades das comunidades afetadas.
Além das áreas urbanas, as equipes percorreram comunidades quilombolas e uma aldeia indígena localizadas entre Candói e Turvo para avaliar os danos causados pelos tornados e definir as ações prioritárias de assistência nos próximos dias.





















