Michelle Bolsonaro elogia política bilíngue do governo Lula: "sonho realizado" | aRede
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Michelle Bolsonaro elogia política bilíngue do governo Lula: "sonho realizado"

Sem mencionar o petista, ex-primeira-dama destacou a medida como um marco de inclusão e parabenizou a comunidade surda.

Ela destacou a medida como um marco de inclusão e parabenizou a comunidade surda sobre a política
Ela destacou a medida como um marco de inclusão e parabenizou a comunidade surda sobre a política -

Publicado por Iolanda Lima

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para celebrar o avanço da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos no Brasil, anunciada pelo governo Lula nesta sexta-feira (3).

Ela destacou a medida como um marco de inclusão e parabenizou a comunidade surda sobre a política, que Michelle classificou como "sonho realizado". Declaração ocorreu em meio ao entrave político com um de seus enteados, o pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na publicação, a ex-primeira-dama ressaltou que a educação bilíngue contempla diferentes perfis dentro da comunidade surda, incluindo surdocegos, pessoas com deficiência auditiva sinalizantes e indivíduos com altas habilidades.

"A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidades para todos."

Michelle tem histórico de atuação na pauta, especialmente por seu engajamento com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante o período em que esteve no Palácio do Planalto. A ex-primeira-dama chegou a quebrar o protocolo e discursar com linguagem de sinais na posse presidencial de 2019. As informações são do Congresso em Foco. 

Ruídos internos

No último dia 24, Michelle divulgou um vídeo de cerca de uma hora em que rompeu o silêncio sobre divergências internas no bolsonarismo. Ela afirmou ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro, criticou articulações do PL no Ceará e se posicionou contra uma aliança com Ciro Gomes no primeiro turno das eleições estaduais.

Em resposta, Flávio negou ter desrespeitado a madrasta, pediu desculpas caso ela tenha se sentido ofendida e afirmou que todas as suas decisões políticas são tomadas com o respaldo do ex-presidente. O senador também declarou ter convidado Michelle para uma reunião com lideranças femininas conservadoras, mas disse que ela não respondeu aos contatos.

Seis dias depois de ter exposto a crise, a ex-primeira-dama deixou a presidência nacional do PL Mulher, sob o argumento de que se dedicaria "integralmente" aos cuidados com o marido e com a filha. Pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, a renúncia abriu espaço para especulações sobre uma suposta desistência.

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