Protesto contra apagões termina com ataque a sede do Partido Comunista em Cuba | aRede
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Protesto contra apagões termina com ataque a sede do Partido Comunista em Cuba

Manifestação iniciada de forma pacífica em Morón se tornou violenta durante a madrugada de sábado (14)

Protesto ocorreu em Morón, cidade localizada na costa norte de Cuba
Protesto ocorreu em Morón, cidade localizada na costa norte de Cuba -

João Victor

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Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na cidade de Morón, na região central de Cuba, na madrugada deste sábado (14). O episódio ocorreu após um protesto contra apagões e dificuldades econômicas no país. As informações são da CNN Brasil.

A manifestação começou na noite de sexta-feira (13) e inicialmente ocorreu de forma pacífica, mas a situação se agravou nas primeiras horas da madrugada.

Protesto começou por causa de apagões

Segundo relatos divulgados por um jornal estatal citado pela CNN Brasil, moradores se reuniram para protestar contra os frequentes cortes de energia e a escassez de alimentos no país.

O protesto ocorreu em Morón, cidade localizada na costa norte de Cuba, cerca de 400 quilômetros a leste da capital Havana. Durante a mobilização, parte dos manifestantes passou a atacar a sede municipal do Partido Comunista.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram um incêndio próximo ao prédio e pessoas arremessando pedras contra as janelas enquanto gritos de “liberdade” eram ouvidos ao fundo.

Manifestação terminou em atos de vandalismo

De acordo com o jornal estatal Invasor, citado pela CNN Brasil, o que começou como uma manifestação pacífica acabou evoluindo para atos de vandalismo.

Um grupo menor de manifestantes teria apedrejado a entrada do prédio e ateado fogo na rua utilizando móveis da área de recepção. Outros estabelecimentos estatais da região também teriam sido alvo de depredação, incluindo uma farmácia e um mercado do governo.

Protestos públicos e violentos são considerados raros em Cuba, país onde a legislação sobre manifestações ainda não possui regulamentação específica, mesmo após a Constituição de 2019 reconhecer o direito de protesto.

Crise econômica e energética agrava cenário

A insatisfação popular ocorre em meio a uma crise econômica agravada pela escassez de alimentos, combustível, medicamentos e energia elétrica.

Conforme informações da CNN Brasil, a situação se intensificou após os Estados Unidos endurecerem medidas contra o país. O governo norte-americano, liderado por Donald Trump, interrompeu remessas de petróleo provenientes da Venezuela e ameaçou impor tarifas a países que vendam combustível para Cuba.

A medida aumenta a pressão sobre a economia cubana, que enfrenta dificuldades para manter o fornecimento de energia e o funcionamento de serviços básicos.

RESUMO DA MATÉRIA: 

- Manifestantes atacaram sede do Partido Comunista na cidade de Morón, em Cuba.

- Protesto começou contra apagões e escassez de alimentos e terminou em vandalismo.

- Crise energética e sanções envolvendo petróleo ampliam a tensão no país.

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