Valeixo confirma pressão de Bolsonaro por sua saída | aRede
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Valeixo confirma pressão de Bolsonaro por sua saída

Ex-diretor-geral da Polícia Federal foi ouvido por seis horas na sede corporação em Curitiba e reiterou versão de Moro antes de deixar o Ministério da Justiça

Valeixo foi convocado após depoimento de Moro no dia 2 de maio
Valeixo foi convocado após depoimento de Moro no dia 2 de maio -

Dhiego Tchmolo

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Ex-diretor-geral da Polícia Federal foi ouvido por seis horas na sede da corporação em Curitiba e reiterou versão de Moro antes de deixar o Ministério da Justiça

Durou seis horas o depoimento do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, durante a manhã (10h) e à tarde (16h) desta segunda-feira (11), para o próprio órgão policial em Curitiba. A oitiva foi convocada após a Procuradoria-Geral da República abrir um inquérito que busca analisar e investigar supostas interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no alto comando e no trabalho da Polícia Federal.

O ex-diretor-geral entrou em sintonia com o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ao afirmar que o chefe do Executivo nacional buscou alguém que tivesse ‘mais afinidade’ em fala direta para Valeixo. Outro ponto citado no depoimento foi de que o ex-número um da PF também não pediu em nenhum momento para deixar o órgão policial e que Bolsonaro o demitiu por telefone.

O depoimento de Valeixo é peça-chave após o pedido de demissão de Moro, sendo um dos principais pivôs da crise entre o ex-ministro e o presidente da República. À época, o antigo líder da Justiça e Segurança Pública falou que não concordava com a decisão de Bolsonaro de tirar o então diretor-geral da PF.

Segundo Moro, houve ainda o pedido de substituição de alguns superintendentes, em especial o do Rio de Janeiro – o que agravou a crise no governo no final de abril, quando a exoneração de Valeixo aconteceu no dia 24. Com todos os fatos, a PFR foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo para apurar e investigar as falas de Moro e se isso iria se configurar em algum tipo de crime, de ambos os lados.

O ministro Celso de Mello, então, permitiu a abertura da investigação. No dia 2 de maio, sábado, Sergio Moro depôs à Polícia Federal de Curitiba por mais de oito horas. Ao citar o ex-diretor-geral da PF, a corporação resolveu convocar Maurício Valeixo para esclarecer os fatos. 

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