Alunos de São João do Triunfo aprendem a confeccionar e tocar flautas andinas
A panflute, instrumento de sopro tradicional do Andes, foi usada para abordar outros aspectos da cultura inca e mostrar a diversidade dos povos indígenas

O som suave e penetrante da música andina ecoou pelos corredores do Colégio Estadual Francisco Neves Filho, em São João do Triunfo, na última quinta-feira (26). Os estudantes participaram do projeto “Flautas Ancestrais Indígenas: resgate e valorização”, idealizado pelo músico e professor Luís Javier Paredes Reategui. Eles puderam conhecer um pouco mais da cultura inca e das tradições dos povos originários através de apresentações musicais e oficinas para confecção de panflute. O projeto é viabilizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná através de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (Governo Federal) e conta com a produção executiva da Dali Projetos Criativos e da ABC Projetos Culturais.
Para o diretor José Romildo Dziadzio, a iniciativa é uma oportunidade de proporcionar aos estudantes o conhecimento de outras culturas. “O contato com as tradições incas, especialmente por meio das flautas andinas, é importante justamente por se tratar de algo distante do dia a dia dos alunos. Esse tipo de experiência possibilita que eles conheçam novas culturas, ampliando seu repertório e sua visão de mundo, e contribuindo para o desenvolvimento do respeito às diferenças e valorização da diversidade”, enfatiza. Ele acrescenta que os alunos gostaram bastante da proposta, participaram do espetáculo com entusiasmo e demonstraram bastante engajamento durante toda a apresentação.
Aprendizado cultural
Natural do Peru, Javier explica que a panflute é um instrumento tradicional inca formado por um conjunto de tubos fechados, ligados uns aos outros lado a lado. Ele destaca que um dos diferenciais do projeto é permitir que os alunos aprendam a confeccionar as suas próprias flautas durante as oficinas. “Por mais que pareça algo simples ou pequeno, é dessa forma que a gente recebe as nossas tradições e transmite o nosso legado cultural. Primeiro, a gente aprende a confeccionar os instrumentos e, logo depois, ensinam a gente a tocar as flautas da mesma forma como eu estou fazendo através das oficinas. Então, eu estou oportunizando para os alunos um pouco da nossa vivência cultural de forma direta”, argumenta.
Durante as nossas apresentações e as oficinas para confecção dos instrumentos, o professor aproveitou para abordar diversos aspectos da cultura inca partindo da música e do que as flautas representam para o povo dos Andes. “Além de compartilhar um pouco do dia a dia da nossa cultura e da forma como as crianças da nossa comunidade aprendem a se relacionar com os instrumentos, a gente está deixando uma marca nas escolas. A gente busca deixar um legado de cuidado com a natureza e de respeito com às outras culturas, porque é nessa diversidade que está a nossa maior riqueza”
Ao todo, o projeto vai percorrer escolas públicas de dez municípios dos Campos Gerais com palestras sobre os instrumentos tradicionais indígenas, apresentações de músicas folclóricas e oficinas para confecção da panflute. As ações educativas acontecerão nos municípios de Ipiranga, Ivaí, Tibagi, Piraí do Sul, Palmeira, Porto Amazonas, São João do Triunfo, Castro, Ponta Grossa e Carambeí.
Com informações de assessoria de imprensa




















