Polícia divulga trecho do interrogatório do assassino da freira de Ivaí; veja vídeo
Durante o depoimento, o homem confirmou que esteve com a vítima no dia do crime e apresentou sua versão dos fatos

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou um trecho do interrogatório do homem investigado pela morte da freira Nádia Gavanski, de 82 anos, crime que chocou a cidade de Ivaí e repercutiu em todo o país. O suspeito foi ouvido na delegacia após ser detido durante o andamento das investigações.
De acordo com informações repassadas pela autoridade policial, durante o interrogatório o investigado relatou detalhes sobre sua presença no local no dia do crime e confirmou que esteve com a vítima. Ele também teria apresentado sua versão dos fatos sobre o que aconteceu nas horas que antecederam a morte.
Até o momento, a polícia não divulgou integralmente o conteúdo do depoimento, mas o trecho revelado indica que o suspeito reconhece ter estado no convento onde a freira foi encontrada morta.
O suspeito permanece preso preventivamente, à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime. Novas informações devem ser divulgadas ao longo da semana. Confira a parte do interrogatório:
Relembre o caso
Em depoimento, ele relatou que fez uso de crack e bebidas alcoólicas durante a madrugada e que, depois disso, começou a ouvir vozes que diziam para que ele matasse alguém.
O homem afirmou que pulou o muro do convento e, ao avistar a religiosa, foi questionado sobre sua presença no local. Ele respondeu que trabalhava em um evento.
Segundo o relato, Nadia não teria acreditado na versão apresentada. Nesse momento, ele a empurrou. A idosa caiu, começou a gritar por ajuda e, então, foi atacada e asfixiada.
O suspeito negou ter golpeado diretamente a cabeça da vítima, mas admitiu que ela pode ter sofrido ferimentos em razão da queda.
Após o crime, ele deixou o local, aproximou-se de frequentadores do convento e afirmou ter encontrado a religiosa caída.
Uma das freiras que viviam no convento relatou que irmã Nadia costumava ir ao local do crime sempre após o almoço para alimentar as galinhas que ali viviam.
Uma fotógrafa que registrava um evento no monastério afirmou que foi abordada pelo suspeito logo após o crime. Segundo ela, ele estava nervoso, com as roupas sujas de sangue e apresentava arranhões no pescoço.
A profissional relatou que ele reforçou a versão de que era funcionário do convento. Desconfiada, registrou discretamente parte da interação e pediu apoio a outras pessoas para acionar uma ambulância.
Enquanto a vítima era socorrida, o suspeito fugiu do local. Com base nas imagens feitas pela testemunha, o homem, que já era conhecido das equipes policiais por antecedentes criminais de roubo e furto, foi identificado.
A Polícia Militar do Estado do Paraná realizou diligências imediatas e conseguiu localizá-lo em casa. Ao notar a presença dos policiais, ele tentou fugir e, durante a abordagem, agrediu os agentes com socos e chutes. Quando questionado, admitiu a autoria do crime.





















