Região consolida safra com colheita recorde de soja
Restando poucas áreas para serem colhidas, montante de soja retirado nos campos da região já superou o registrado na safra anterior

Com a soja quase toda colhida nos Campos Gerais, restando poucos hectares que foram plantados entre o final de dezembro e os primeiros dias de 2018, o Departamento de Economia Rural (Deral) revelou os números que consolidam a maior colheita de soja da história da região. Somente nessa primeira safra de verão foram retiradas 2,21 milhões de toneladas de grãos nos 18 municípios abrangidos pelo escritório regional do Deral em Ponta Grossa. Na safra passada o valor atingido foi de 2,13 milhões de toneladas, ou seja, houve um incremento de 3,94% no total retirado de soja nos campos da região. Além disso, o rendimento por hectare foi o maior entre os 20 núcleos regionais do Deral, atingindo 3,8 mil quilos por hectare.
Mesmo com a melhor média produtividade do estado, houve uma redução nesse rendimento por hectare. Na safra passada (2016/2017), o valor alcançado foi de 3.964, o que representa um decréscimo de 4,13%. Isso ocorreu porque as condições climáticas desse ano não foram tão favoráveis como as do ano passado, especialmente entre dezembro e janeiro, com muita chuva, pouca insolação e baixa temperatura. Além disso, o plantio foi postergado pelo clima. E sem falar que, na safra anterior, as condições foram praticamente perfeitas, como explicou o economista do Departamento de Economia Rural em Ponta Grossa, Luiz Alberto Vantroba.
Diante da redução no rendimento, o que possibilitou a maior colheita na região foi o incremento na área plantada. Desta vez foram 583,8 mil hectares preenchidos com soja, valor 8% maior que os 538,4 mil hectares. Foi a maior área plantada de soja na história na região, superando os 558,2 mil da safra 2015/2016. Caso o rendimento da safra anterior fosse mantido, o rendimento nessa safra teria superado os 2,3 milhões de toneladas. No paraná, A colheita da safra 17/18 foi encerrada com uma produção de 19,1 milhões de toneladas, 4% inferior à safra anterior, que rendeu 19,8 milhões de toneladas.
Em contrapartida, se os produtores não conseguiram obter a produtividade esperada inicialmente, agora estão sendo compensados pelos bons preços, afirmou Simioni o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Francisco Carlos Simioni. Segundo ele, a comercialização está passando por um bom momento. A soja está proporcionando um ganho médio de até R$ 18,00 por saca e na mesma toada segue o complexo (farelo e óleo) quando comparado com o mesmo período em 2017. Para o milho, estima-se um ganho médio de R$ 10,00 em cada saca vendida. Simioni alerta para que o produtor fique atento a esse momento, principalmente em relação ao câmbio que está favorável à comercialização das commodities.
Redução na produção de milho irá superar os 50%
No caso do milho, que também está com a colheita em fase de conclusão, o rendimento médio foi ainda menor que o esperado. De acordo com o último levantamento do Deral, fechado no dia 23 de abril, até aquele momento a produção média por hectare chegou a apenas 9 mil quilos por hectare. Com isso, na comparação com a safra anterior (10,6 mil quilos), a queda foi de 15%. Somada com a redução da área plantada em 42% (de 99,2 mil hectares para 57,2 mil hectares), a quebra na produção total foi superior a 50%, caindo de 1,05 milhão de toneladas de milho colhidas, para 515 mil. No Paraná, a primeira safra está encerrando com um volume de 2,8 milhões de toneladas, 43% inferior à igual período do ano passando, quando rendeu 4,9 milhões de toneladas. Segundo o Deral, a primeira safra de milho caiu bastante no Paraná em decorrência de uma queda de 36% na área plantada, e na perda de 10% na produtividade das lavouras.
Queda no Paraná será de 7%
O Paraná encerrou a colheita da safra de grãos de verão 2017/18 com uma produção de 22,3 milhões de toneladas, 12% menor que a obtida em 2016/17. A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento prevê para o ano todo uma produção de 38,9 milhões de toneladas de grãos, uma queda de 7% em relação ao ano passado, cujo volume alcançou 41,6 milhões de toneladas.





















