Safra paranaense pressiona preços do feijão após ciclo de altas no trimestre
Avanço da colheita no Paraná aumenta oferta e força ajuste nas cotações; apesar do recuo recente, setor acumula valorização de até 48% em 2026

Após um período de forte valorização que marcou o início do ano, os preços do feijão começaram a recuar no mercado brasileiro, com o Paraná desempenhando um papel central nessa nova dinâmica. Segundo o Indicador Cepea/CNA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada / Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o movimento de queda nas últimas semanas está diretamente ligado à retração da demanda e ao avanço da oferta da safra 2025, especialmente vinda das lavouras paranaenses.
O cenário no Paraná é de maior competitividade. A oferta do Sul do país tem pressionado as cotações do feijão preto, que registraram recuos generalizados na virada do mês. No estado, o volume da nova safra contribuiu para que o valor médio de março ficasse ligeiramente abaixo de fevereiro, embora o grão ainda sustente uma alta expressiva de 31,8% no acumulado do primeiro trimestre. As informações são do portal de notícias Agrolink.
No segmento do feijão carioca, o comportamento regionalizado também evidencia a influência do estado. Na metade Sul do Paraná, os preços caíram 0,86%, reflexo de uma demanda mais contida por parte da indústria. Já em Curitiba, a queda foi mais acentuada, chegando a 4,07% na semana, influenciada tanto pela oscilação na qualidade dos lotes disponíveis quanto pelo menor interesse comprador no curto prazo.
Apesar dos ajustes recentes, o balanço do trimestre permanece positivo para o produtor. O feijão carioca de qualidade superior (notas 9 ou acima), embora tenha caído em Curitiba, fecha março com uma média 8,1% superior a fevereiro e uma valorização acumulada de 48,1% no ano. O mercado encerra o período em fase de ajuste, com negociações menos intensas, mas ainda sustentadas pelos ganhos acumulados desde janeiro.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Influência do Paraná: O avanço da colheita da safra 2025 no estado aumentou a disponibilidade do produto, sendo o principal fator de pressão para a queda dos preços no Sul.
- Ajuste em Curitiba: A capital paranaense registrou uma das maiores baixas semanais (4,07%) para o feijão de alta qualidade, devido à seletividade dos compradores e variações na qualidade do grão.
- Saldo Trimestral: Mesmo com o recuo atual, o setor comemora um trimestre sólido, com o feijão carioca acumulando alta de 43% a 48% e o feijão preto subindo quase 32% no ano.




















