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Produtores de morango em Campo Largo buscam selo de boas práticas

Com apoio da assistência técnica do Sistema FAEP, olericultores estão prestes a conquistar certificação da Adapar que pode valorizar a fruta em até 30% no mercado

Cultivo protegido de morango em Campo Largo adota técnicas de controle biológico e boas práticas de higiene para garantir frutas sem resíduos químicos
Cultivo protegido de morango em Campo Largo adota técnicas de controle biológico e boas práticas de higiene para garantir frutas sem resíduos químicos -

Publicado por Eduarda Gomes

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Os olericultores dedicados ao cultivo de morango no município de Campo Largo, localizado na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), estão em fase avançada de preparação para obter uma conquista inédita: o selo de Boas Práticas da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Até o momento, nenhuma propriedade do município possui essa certificação, mas o cenário está prestes a mudar graças ao suporte da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema FAEP.

Desde setembro do ano passado, o programa atende um grupo de 26 propriedades focadas em olericultura no município, das quais 15 são especializadas na produção de morangos. Esse acompanhamento individualizado e focado na melhoria dos processos de gestão e produção vai se estender até setembro de 2027. As informações foram divulgadas pelo portal de notícias do Sistema FAEP.

O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destaca que a parceria entre a assistência técnica e o órgão de defesa agropecuária é estratégica. Segundo ele, o selo funciona como um reconhecimento para os produtores que adotam critérios rigorosos de rastreabilidade, segurança dos alimentos, sustentabilidade ambiental, organização na produção e conformidade técnica.

CAMINHO TÉCNICO E ESFORÇO NO CAMPO

Para obter o certificado da Adapar, as propriedades precisam cumprir uma série de exigências. O processo exige o acompanhamento de um profissional habilitado, a participação dos produtores em capacitações específicas da Adapar e do Sistema FAEP, regularidade ambiental, monitoramento e manejo seguro de pragas através de controle biológico, além da realização de análises laboratoriais durante a colheita para comprovar que a fruta está livre de resíduos de agrotóxicos acima dos limites legais.

O fiscal da Defesa Agropecuária da Adapar, Aislan Macedo, salienta que o trabalho dos técnicos da ATeG é essencial para fazer a certificação avançar pelo estado. Macedo aponta um atrativo financeiro direto: produtos que carregam o selo oficial chegam a registrar um ganho de até 30% no preço final, permitindo o acesso a mercados diferenciados e mais exigentes.

Em Campo Largo, onde a atividade é predominantemente estruturada em moldes de agricultura familiar, a expectativa da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária é que entre seis e nove produtores consigam a certificação de imediato. Conforme explica o engenheiro agrônomo da pasta municipal, Homero Amaral Júnior, o foco do município não está no grande volume produtivo, mas sim em se destacar nacionalmente pela segurança e qualidade do morango.

O perfil dos produtores locais, detalhado pelo técnico de campo Ruy Alberto Frankenberger, mostra que 11 dos 15 olericultores de morango realizam a venda direta ao consumidor final. As propriedades já vêm se destacando em quesitos como limpeza, poda, organização e manejo. De acordo com Frankenberger, a meta inicial de produtividade era atingir 1 quilo por planta, mas algumas áreas assistidas já registram a marca de 1,1 quilo por planta.

HISTÓRIAS DE INOVAÇÃO E NOVOS MERCADOS

Os reflexos da profissionalização já mudam a realidade das famílias rurais. A produtora Irene Kmiecik Jarek, que cultiva cinco mil pés de morango distribuídos em duas estufas, concluiu todas as formações exigidas e vê no selo uma oportunidade crucial de abertura de mercado.

Já o produtor Sidnei Iarek, responsável por duas mil plantas também dispostas em duas estufas, enxerga a certificação como um selo de garantia de qualidade para dar asas a novos modelos de negócio. Além de agregar valor à fruta, Iarek planeja estruturar sua propriedade para o turismo rural por meio do sistema "colha e pague", modelo que já foi testado com sucesso no fim do ano passado.

EXPANSÃO DA ATEG NA OLERICULTURA ESTADUAL

O programa de assistência gerencial vem ganhando corpo em todo o Paraná. Atualmente, o Sistema FAEP mantém 41 turmas de olericultura em andamento no estado. Na Região Metropolitana de Curitiba, além de Campo Largo, o projeto assiste produtores em São José dos Pinhais (30 propriedades), Rio Negro (29 propriedades) e Mandirituba (26 propriedades).

De acordo com a presidência do Sistema FAEP, o ciclo completo de acompanhamento dura 24 meses, tempo considerado ideal para que o produtor aprenda a organizar dados, analisar indicadores de custos e tomar decisões de investimento de forma profissionalizada e sustentável.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Selo Inédito e Valorização: Produtores de morango de Campo Largo buscam uma certificação inédita de Boas Práticas da Adapar, que atesta a segurança e sustentabilidade do alimento e pode elevar o preço da fruta em até 30%.

- Produtividade em Alta: Com menos de dez meses de assistência técnica (ATeG), as propriedades de agricultura familiar focadas em venda direta superaram as metas, alcançando marcas de até 1,1 quilo de morango por planta.

- Profissionalização e Turismo: O suporte técnico tem impulsionado produtores locais a diversificar as fontes de renda, estimulando investimentos em infraestrutura e a abertura de propriedades para o turismo rural no formato "colha e pague".

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