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Paraná lidera queda na produção nacional de feijão após redução de área e clima adverso

Estimativas indicam recuo de 4,2% na área plantada em todo o país; no cenário estadual, o feijão-preto é a cultura que apresenta maior retração

Clima seco começa a impactar a qualidade das lavouras na segunda safra paranaense
Clima seco começa a impactar a qualidade das lavouras na segunda safra paranaense -

Publicado por Eduarda Gomes

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O volume total de produção de feijão no Brasil deve apresentar um recuo significativo no ciclo atual, conforme apontam os dados recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado na quinta-feira (19), projeta que a safra nacional alcance 2,9 milhões de toneladas, cultivadas em uma área total de 2,58 milhões de hectares.

Este cenário representa uma queda de 4,2% na área destinada ao grão em comparação ao ciclo 24/25, resultando em uma redução produtiva proporcional em todo o território brasileiro. O estado do Paraná é identificado como o principal fator para este desempenho negativo.

De acordo com o monitoramento estadual, houve uma diminuição de 21,6% nas áreas destinadas à cultura ao longo das três safras paranaenses. O destaque fica para o feijão-preto, que sofreu uma retração de 27,6% em sua extensão de plantio. As informações  foram divulgadas pelo portal Agrolink.

Mesmo diante da redução da área plantada, o Paraná mantém seu protagonismo no setor, sendo responsável por 22% de toda a produção nacional de feijão. Contudo, os desafios climáticos trazem incertezas para o fechamento do ciclo. Enquanto a primeira safra foi concluída com um rendimento ligeiramente abaixo do registrado no período anterior, a segunda safra já começa a sofrer com a baixa ocorrência de chuvas.

Atualmente, o quadro de qualidade das lavouras paranaenses apresenta declínio: 86% são classificadas em boas condições e 14% em situação média. Na semana anterior, o índice de lavouras consideradas boas era de 94%, com apenas 6% em situação média.

Refletindo a menor oferta do produto no mercado, os preços têm reagido com viés de alta. Segundo o boletim do Deral, a expectativa de escassez impulsionou as cotações, superando até mesmo o impacto da entrada da colheita da primeira safra. Embora tenha ocorrido um recuo pontual nos últimos dias, a tendência consolidada é de que os preços praticados em março de 2026 superem a média de fevereiro e fiquem acima dos valores registrados em março de 2025.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Queda na produção: A safra nacional deve atingir 2,9 milhões de toneladas, com um recuo de 4,2% na área plantada em relação ao ciclo anterior.

- Situação no Paraná: O estado registrou queda de 21,6% na área de feijão (com foco no feijão-preto), mas ainda detém 22% da produção do Brasil.

- Impacto no bolso: A baixa oferta e o clima seco na segunda safra estão pressionando os preços, que devem fechar o mês de março em alta.

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