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‘Museu no Pátio’ abre espaço inédito e promove festival cultural gratuito

Evento do Museu Campos Gerais reúne música, cinema, exposições e visita à reserva técnica

Um dos grandes destaques será a abertura da reserva técnica, espaço que guarda mais de 100 mil objetos do acervo e que normalmente não é acessível ao público
Um dos grandes destaques será a abertura da reserva técnica, espaço que guarda mais de 100 mil objetos do acervo e que normalmente não é acessível ao público -

Mariele Alexandra Zanin

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Um espaço pouco conhecido do público será palco de um grande encontro cultural em Ponta Grossa. No dia 21 de março, o Museu Campos Gerais realiza a primeira edição do projeto “Museu no Pátio”, um festival gratuito que promete reunir música, cinema, exposições e atividades ao ar livre.

A proposta é apresentar à comunidade o pátio do museu, área que raramente é aberta ao público. Segundo o diretor da instituição, professor Niltonci Batista Chaves, o objetivo é transformar o local em um espaço de convivência e cultura. “Queremos que a população conheça esse espaço e desfrute de tudo o que o museu pode oferecer. Somos um museu público universitário e nosso papel é atrair as pessoas para a cultura de forma gratuita”, destaca.

A programação acontece das 9h às 17h, de forma ininterrupta. Enquanto o pátio recebe apresentações musicais, oficinas e atividades culturais, as exposições internas seguem abertas normalmente.

Cada edição do projeto será vinculada ao encerramento de uma estação do ano. A estreia marca o fim do verão e terá como tema o samba, em diálogo com o período pós-Carnaval e com a tradição do gênero em Ponta Grossa.

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Assista ao 'Viver Bem' sobre o Museu na íntegra | Autor: Portal aRede.

Além das apresentações ao vivo, o auditório do museu receberá uma sessão especial de cinema gratuita, com debate ao final do filme, retomando o espírito do projeto Cinearte.

Visita à reserva técnica

Um dos grandes destaques será a abertura da reserva técnica, espaço que guarda mais de 100 mil objetos do acervo e que normalmente não é acessível ao público. O historiador Felipe Soares explica que essa é uma oportunidade rara de conhecer os bastidores do museu.

“A reserva técnica é onde está grande parte do acervo que não fica exposto. São objetos de comunicação, peças indígenas, itens do cotidiano que despertam memórias e sensibilidades. É um trabalho minucioso, mas fundamental para a preservação da história”, afirma.

Entre os itens estão rádios antigos e diversos objetos que ajudam a refletir sobre as formas de comunicação ao longo do tempo.

Museu vivo e conectado

Para a historiadora Merylin Ricieli dos Santos, o projeto reforça o papel social do museu. “A ideia é colocar o museu em contato direto com a comunidade. Pensamos a memória de forma ampla, plural, construída no dia a dia. O evento é uma forma de ampliar esse diálogo entre universidade e sociedade”, explica.

A proposta é mostrar que o museu não é um espaço estático, mas dinâmico e conectado aos debates atuais. “O museu só faz sentido se for vivido pelas pessoas”, reforça o diretor.

A programação completa será divulgada nas redes sociais da instituição e nos canais parceiros. O convite está feito: no dia 21 de março, o Museu Campos Gerais abre seus portões para um dia de cultura, encontro e celebração da memória coletiva.

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