Jornalistas mirins de Jaguariaíva abordam tratamento de água municipal
Roda de conversa, entrevista com operador e produção de panfletos levaram os alunos da Jornada Ampliada 'A', do quinto ano, da Escola Prefeito Aristides Soares a compreender o processo de abastecimento local
A turma da jornada ampliada A do quinto ano da Escola Municipal Prefeito Aristides Soares, em Jaguariaíva, da professora Victhórya Luz Teixeira, desenvolveu o projeto ‘O Caminho da Água – da ETA Matarazzo à Nossa Casa’, com visita à Estação de Tratamento de Água Matarazzo. A docente explica que a proposta teve como objetivo levar os alunos a compreender, na prática, de onde vem a água que utilizamos diariamente e todo o processo necessário até que ela chegue às casas.
"Antes da visita, realizamos uma roda de conversa para levantar os conhecimentos prévios da turma. Os alunos registraram suas dúvidas e prepararam perguntas para serem feitas durante a visita à Estação de Tratamento de Água (ETA) Matarazzo", conta a educadora.
Victhórya conta que, durante a experiência, os estudantes conheceram as etapas do tratamento da água e observaram de perto o trabalho realizado no local. A turma também realizou uma entrevista com um operador da estação, que explicou detalhes do processo e respondeu às curiosidades levantadas pelos alunos.
"Foi muito gratificante observar a turma envolvida e curiosa, assumindo o papel de pesquisadores e entrevistadores. Eles fizeram perguntas, registraram informações e compartilharam descobertas, desenvolvendo também a oralidade, a escuta e a comunicação", avalia a professora.
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Entre os alunos, o entusiasmo também apareceu nos relatos. "Eu gostei muito e acho que é muito importante saber o processo até chegar em nossas casas", contou Agatha. João também destacou: "Gostei muito de saber do processo e de como é até ficar boa para consumo".
A docente conta que, após a visita, a turma retornou à escola para conversar sobre as descobertas. Os alunos retomaram as perguntas feitas antes da saída e organizaram o caminho da água, desde a captação e o tratamento até a distribuição e a chegada às residências.
"Como forma de compartilhar esse aprendizado, os estudantes produziram e entregaram panfletos de conscientização para algumas turmas e membros da comunidade escolar. A ação permitiu que eles se tornassem multiplicadores das informações, levando dicas sobre o uso consciente da água e a importância de evitar o desperdício”, complementa a educadora.
Por fim, Victhórya cita que mais do que conhecer a ETA Matarazzo, a turma compreendeu que, para que a água chegue até suas casas em condições adequadas, existe um processo que envolve trabalho, cuidado e responsabilidade. “A experiência mostrou que, quando as crianças têm a oportunidade de investigar, perguntar e compartilhar o que aprenderam, tornam-se protagonistas da própria aprendizagem e agentes de conscientização em sua comunidade", conclui a professora.
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