Campos Gerais terá novo polo de industrialização

A região dos Campos Gerais terá um novo eixo de desenvolvimento industrial. Em fase de implantação, o projeto é conduzido pela Prefeitura de Tibagi, que pretende erguer um Distrito Industrial nas proximidades da comunidade dos Coreanos.
A área equivalente a 74 campos de futebol está em processo de desapropriação e se localizada a aproximadamente 30 quilômetros do perímetro urbano de Ponta Grossa. Ainda em 2014, dois lotes foram declarados de utilidade pública pela Prefeitura de Tibagi para sediar o novo polo industrial dos Campos Gerais.
Um dos fatores que motivaram a escolha dos terrenos foi a instalação da Ambev, em Ponta Grossa. A empresa potencializou a atração de novos investimentos e indústrias satélites no município de Tibagi. O potencial hídrico da região, que é margeada pelo rio Tibagi, e a proximidade com a rodovia BR-376 também favorecem o desenvolvimento da área.
Para o secretário de Indústria e Comércio de Tibagi, Paolo Pavesi, a região dos Campos Gerais deve assumir o protagonismo no desenvolvimento industrial do Estado nos próximos anos. Além da potencialização do crescimento industrial a partir da instalação de grandes empresas em Ponta Grossa, como a Ambev, Paolo destaca a questão geográfica como um dos aspectos positivos para a economia local. “O município tem um interesse muito grande na atração de indústrias para estas novas áreas. Esta região declarada de utilidade pública é interessante não só devido à Ambev, mas principalmente por que está situada dentro de um eixo rodoviário, entre as estradas da região Norte até o litoral”, comenta o secretário. “Acredito que, nos próximos anos, toda esta região (Campos Gerais) será bem industrializada”, completa.
Paolo conta que já existe um projeto industrial em desenvolvimento para o novo Distrito de Tibagi e disse que, além das empresas satélites da Ambev, o município pretende atrair grandes empresas. “Já estamos em conversa com investidores e temos um projeto para esta área, onde visamos empresas de grande porte”, explica.
De acordo com o secretário, a expectativa é que até fevereiro de 2016 alguns investimentos sejam confirmados no novo distrito de Tibagi. O próximo passo da Prefeitura é iniciar obras de infraestrutura nos dois terrenos, que totalizam 74,47 hectares.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Tibagi, Adriano Mileski, acredita que a industrialização dará um novo perfil ao município e aponta a infraestrutura da região como principal fator para a atração de investimentos. “Hoje, podemos contar nos dedos as empresas de Tibagi. Nossa economia depende quase que exclusivamente da agricultura. Sentimos falta de mais empregos e, com este projeto, haverá uma mudança na nossa economia”, afirma. “Esta região dos Coreanos é boa porque, depois das melhorias no entroncamento entre a Transbrasiliana e a Rodovia do Café, houve um aumento significativo no fluxo de veículos, favorecendo o desenvolvimento de Tibagi”, comenta.
Industrialização do interior é bandeira da AMCG
A atração de grandes indústrias para municípios de pequeno porte tem sido uma das bandeiras da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG). Desde 2013, quando a prefeita de Tibagi Angela Mercer (PTB) assumiu o comando da AMCG, os prefeitos da região buscam meios de atrair investimentos para o interior. A descentralização do processo industrial foi defendida durante a gestão do ex-presidente da entidade e prefeito de Carambeí, Osmar Blum (DEM), e tem sido mantida na atual gestão, presidida pelo prefeito de Ipiranga, Roger Selski (PR). De acordo com Selski, a implantação de indústrias no interior é uma das medidas para aumentar arrecadação própria dos municípios de pequeno porte. “É extremamente importante que os municípios recebam indústrias, porque aqueles que já são industrializados, como Carambeí, não passam as mesmas dificuldades financeiras que cidades como Ipiranga”, explica. “Estamos em conversa com a Secretaria de Indústria e Comércio do Paraná, para que os municípios pequenos também possam ser beneficiados com novas indústrias”, completa.
Novo distrito
Os terrenos em processo de desapropriação foram decretados de utilidade pública ainda em 2014, pela prefeita de Tibagi Angela Mercer (PTB). Uma das áreas possui 58,28 hectares e a outra 16,19 hectares, ambas localizadas na comunidade dos Coreanos. As terras foram cedidas pela União para incentivar a colonização coreana durante a Guerra da Coreia, na década de 1950. Entretanto, várias famílias deixaram as terras ao longo dos anos. A região é margeada pelo Rio Tibagi.
Informações do Jornal da Manhã.





















