Homem de Ferro. Ou quase... | aRede
PUBLICIDADE

Homem de Ferro. Ou quase...

Imagem ilustrativa da imagem Homem de Ferro. Ou quase...
-

Tiago Bubniak

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Como se não bastasse a imagem de Robert Downey Jr. estar hoje fortemente “colada” à do Homem de Ferro, é difícil não perceber traços do personagem de ‘Os Vingadores’ no advogado Hank Palmer que Downey Jr. interpreta em ‘O Juiz’, produção dirigida por David Dobkin. Palmer é arrogante, mas nem por isso livre de protagonizar alguns momentos cômicos e irônicos.

As semelhanças com o vingador, no entanto, param por aí. O que prevalece no decorrer da trama é um homem profundamente magoado com o próprio pai e que, por força das circunstâncias, é obrigado a acertar contas com o passado.

A começar pelo título, fica claro que se trata de um filme de tribunal, com seus jargões e situações do mundo jurídico. Mas essa é uma das camadas da produção. Bem mais intenso em todo o trabalho está o enfoque de questões familiares, o tratamento de ressentimentos soterrados que acabam sendo trazidos à tona.

No velório da mãe, Hank encontra-se com o pai que não via há muito tempo, o juiz Joseph Palmer (Robert Duvall). No mesmo dia em que sepultam a matriarca da família, o magistrado é acusado de atropelar um criminoso recentemente posto em liberdade. Ao assumir a defesa do pai no julgamento, Hank tem a chance de aparar as arestas que complicam o relacionamento com Joseph.

Em alguns momentos, o filme de Dobkin tende para o sentimentalismo, mas nada tão notável que chegue a comprometer a qualidade do todo. Em geral, ‘O Juiz’ é uma obra sincera e bem construída. Que o diga o embate ao mesmo tempo sentimental e profissional entre o pai juiz, agora réu, e o filho advogado, agora defensor do próprio genitor. Esse jogo de forças entre ambos perpassa toda a história com competência para atrair a atenção e sensibilizar.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right