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Agentes de cadeia protestam após atraso de salários

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Gabriel Sartini

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Desde o início da manhã desta quarta-feira (7), todos os agentes de cadeia pública que trabalham em Telêmaco Borba decidiram cruzar os braços. O protesto é pelo atraso no pagamento dos salários que, segundo um representante dos funcionários, está atrasado desde o dia 1º. “Não recebemos nenhum comunicado do governo ou do nosso RH, que fica em Ponta Grossa. Estamos sem saber se nosso pagamento vai sair ou não”, protesta.

Uma das principais preocupações dos agentes é o deslocamento para o próprio trabalho. “Mais de 90% dos nossos funcionários não moram em Telêmaco Borba e já estão sem dinheiro para se deslocar para o trabalho, são gastos com ônibus ou combustível e ninguém tem mais como pagar”, reclama. Os funcionários garantem que estão mantendo os direitos dos presos, como alimentação, visitas e solários, mas não estão desempenhando nenhuma função administrativa.

A princípio, o objetivo dos manifestantes é manter o protesto enquanto o salário não for pago. Mas eles também estariam dispostos a negociar caso o governo do estado ou a administração da cadeia pública se manifeste sobre a data do pagamento.

Perigos e ameaças

O representante dos agentes de cadeia pública relata a situação caótica vivida dentro da unidade prisional de Telêmaco Borba. São 170 presos no espaço destinado originalmente a apenas 80 detentos – mais do que o dobro da capacidade. “Além do risco iminente de alguma ação violenta por parte dos presos mais perigosos, vivemos com constantes ameaças. Eles cospem na cara dos agentes, jogam marmita nas nossas costas, ameaçam nossos familiares”, confessa.

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