Redução de tarifas nos EUA pode impulsionar setor madeireiro de PG e região
Expectativa é de que madeira da região volte a ganhar competitividade no mercado norte-americano

A recente revisão das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos importados reacendeu a expectativa de retomada das exportações brasileiras de madeira. A mudança ocorre após decisão da Suprema Corte norte-americana que derrubou a taxação anterior de 40% sobre determinados itens, medida que havia reduzido a competitividade do produto brasileiro no exterior.
Na sequência, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa global de até 15% sobre importações, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. O dispositivo permite a imposição temporária de taxas de até 15% por um período de até 150 dias, sem necessidade de aprovação do Congresso. Antes disso, também houve aplicação de alíquota de 10%, o que gerou instabilidade no cenário comercial.
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Expectativa cautelosa do setor
O presidente do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias e de Marcenarias de Ponta Grossa (Sindimadeira), Álvaro Scheffer Júnior, afirma que o momento é de cautela, devido às mudanças frequentes nas decisões do governo norte-americano. Ainda assim, ele considera que uma tarifa entre 10% e 15% pode recolocar a madeira brasileira em condição competitiva frente a outros países exportadores.
Segundo Scheffer, em novembro houve julgamento relacionado à chamada Seção 232, que resultou na redução de tarifas de alguns produtos de 40% para 10%, permitindo a retomada parcial das exportações. No entanto, itens como molduras, cercas e compensados não haviam sido contemplados inicialmente e permaneceram com taxas entre 40% e 50%.
Na última semana, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a taxação de 40% aplicada a determinados produtos, o que pode favorecer a retomada das vendas externas. Entretanto, decisões posteriores elevaram novamente as tarifas para 10% e depois 15%, mantendo um ambiente de incerteza.
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Impactos e perspectivas
De acordo com o presidente do Sindimadeira, o setor ainda sente os reflexos das taxações anteriores, especialmente nas dificuldades de comercialização e nas demissões registradas nos últimos meses. A expectativa, contudo, é de que, com a estabilização das alíquotas em patamares menores, as exportações brasileiras recuperem competitividade no mercado norte-americano a partir do início de março.
Scheffer ressalta que, apesar das incertezas no curto prazo, a perspectiva é positiva para a retomada das vendas externas, caso as tarifas se consolidem em níveis reduzidos. Ele acrescenta que o Sindimadeira e a Federação das Indústrias do Paraná continuarão acompanhando os desdobramentos para manter o setor informado.
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RESUMO DA MATÉRIA:
- Suprema Corte dos EUA derruba tarifa de 40% sobre determinados produtos de madeira brasileiros.
- Nova tarifa global de até 15% mantém cautela, mas reacende expectativa no setor de Ponta Grossa.
-Indústria espera retomada das exportações e possível recontratação de trabalhadores.





















