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Torre de comunicações em Itaiacoca é serrada e vai ao chão

Um dos responsáveis pelo terreno afirma que a estrutura foi derrubada propositalmente no último domingo (22); caso ocorreu no interior de Ponta Grossa

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a dimensão dos estragos
Imagens que circulam nas redes sociais mostram a dimensão dos estragos -

Allyson Santos

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Uma torre de telecomunicações situada no distrito de Itaiacoca, interior de Ponta Grossa, teria sido derrubada de maneira proposital no início da tarde do último domingo (22). A informação foi confirmada pelo agropecuarista e responsável pelo terreno situado às margens da PR-513, Gustavo Ribas Netto, em entrevista concedida ao Jornal da Manhã e Portal aRede. A queda da torre repercutiu nas redes sociais e sensibilizou moradores, uma vez que a estrutura era considerada um ponto de referência da comunidade.

Netto explicou que um grupo de pessoas teria invadido a propriedade por volta do meio-dia. Eles teriam serrado parte da torre e utilizado um guindaste para derrubá-la. No momento da ação, não havia ninguém dentro do terreno. O proprietário afirmou ter recebido vídeos da torre já no chão por volta das 17h. 

Na manhã desta segunda-feira (23), Gustavo Ribas Netto compareceu no terreno e encontrou o suposto grupo que, segundo ele, estava prestes a desmontar a torre e transportar a estrutura. Ele dialogou diretamente com os envolvidos. “Eles alegaram que teriam supostamente comprado a estrutura da torre e estariam se preparando para realizar o transporte. Pedi para que eles comprovassem. Por mais que a torre não nos pertença, está localizada no terreno da minha família”, explicou. Segundo o proprietário, eles não apresentaram qualquer documentação. Netto teve de deixar o local por alguns instantes e, quando voltou, o grupo já teria ido embora.

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Desdobramentos

Até a publicação da reportagem, a torre segue no chão do terreno, em cima de uma parte da plantação de soja. Gustavo Ribas Netto ainda afirmou que, horas depois do ocorrido, pessoas entraram em contato com ele por telefone, alegando novamente que a torre teria sido comprada. Desconfiado da situação, o agropecuarista afirma ter entrado em contato com a empresa responsável pela estrutura, que seria a Embratel (incorporada à Claro em 2015). Até a publicação da reportagem, o proprietário afirma não ter recebido um retorno. O agropecuarista também afirmou que a torre está inativa há cerca de seis meses. Neste período, também não estaria sendo realizada a manutenção.

Ele e a família ainda aguardam as medidas cabíveis para solucionar a questão. “No momento estamos avaliando o que fazer, aguardando especialmente um retorno da empresa. Pretendemos reforçar a segurança do espaço, para dificultar novas ações como essa”, relatou. Por fim, ele destacou que não tem qualquer interesse na estrurura da torre, mas demonstrou preocupação com a licitude dos fatos, uma vez que a família, enquanto proprietária do terreno, não foi avisada de qualquer movimentação. A reportagem solicitou informações junto à Embratel e à Claro e está à disposição de esclarecimentos. Até a divulgação do material, não houve retorno.

Testemunha detalha a ação

O portal aRede também ouviu uma das testemunhas da queda da torre, que pediu para não ter o nome revelado na reportagem. A fonte anônima relatou que foi vista por membros do grupo, que ficaram surpreendidos, mas mesmo assim deram continuidade à derrubada. Segudo ela, eles estavam em três carros, juntamente com o caminhão guindaste. Segundo ela, a estrutura já é antiga. “Imaginei que estavam serrando a torre por questões de segurança, já que se tratava de uma estrutura antiga. Porém, notei que algumas pessoas do grupo teriam se assustado ao me ver”, explicou.

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