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Sonda desgovernada de 600 kg da Nasa colidirá com a Terra; veja riscos

Van Allen A deveria reentrar apenas em 2034 na atmosfera; chance de uma pessoa ser atingida é de 1 em 4200

As sondas Van Allen, lançadas pela Nasa em 2012, estudaram duas faixas cósmicas de partículas de alta energia que estão aprisionadas no campo magnético da Terra
As sondas Van Allen, lançadas pela Nasa em 2012, estudaram duas faixas cósmicas de partículas de alta energia que estão aprisionadas no campo magnético da Terra -

Publicado por Iolanda Lima

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A sonda Van Allen A da Nasa deverá reentrar descontroladamente na atmosfera terrestre quase 14 anos após o lançamento. A espaçonave pesa aproximadamente 600kg e de acordo com a agência.

A previsão da Nasa indicou uma entrada na atmosfera a partir da noite de terça-feira (10), com uma margem de erro de 24 horas que se encerra na noite desta quarta-feira (11).

A Nasa espera que a maior parte da espaçonave se desintegre ao atravessar a atmosfera, mas alguns componentes devem sobreviver à reentrada - não há previsão exata de onde cairá.

O risco de danos a qualquer pessoa na Terra é baixo — aproximadamente 1 em 4.200 — mas a Nasa seguirá monitorando a reentrada e atualizando as previsões.

De 2012 a 2019, a espaçonave e sua gêmea, a sonda Van Allen B, sobrevoaram os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas aprisionadas pelo campo magnético da Terra, para entender como as partículas são capturadas e perdidas.

Os cinturões protegem a Terra da radiação cósmica, das tempestades solares e do vento solar constante, que são prejudiciais aos seres humanos e podem danificar a tecnologia; portanto, compreendê-los é fundamental.

Originalmente projetadas para uma missão de dois anos, as sondas Van Allen A e B foram lançadas em 30 de agosto de 2012 e coletaram dados sem precedentes sobre os dois cinturões de radiação permanentes da Terra. A Nasa encerrou a missão depois que as duas espaçonaves ficaram sem combustível e não conseguiram mais se orientar em direção ao Sol.

As sondas Van Allen foram as primeiras espaçonaves projetadas para operar e coletar dados científicos por muitos anos dentro dos cinturões de asteroides, uma região ao redor do nosso planeta onde a maioria das espaçonaves e missões de astronautas minimizam o tempo de permanência para evitar a radiação prejudicial.

A missão da Nasa, gerenciada e operada pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, fez diversas descobertas importantes sobre o funcionamento dos cinturões de radiação durante sua vida útil, incluindo os primeiros dados que mostram a existência de um terceiro cinturão de radiação transitório, que pode se formar durante períodos de intensa atividade solar.

Quando a missão terminou em 2019, análises indicaram que a espaçonave reentraria na atmosfera terrestre em 2034. No entanto, esses cálculos foram feitos antes do atual ciclo solar, que se mostrou muito mais ativo do que o esperado.

Em 2024, cientistas confirmaram que o Sol havia atingido seu máximo solar, desencadeando intensos eventos de clima espacial. Essas condições aumentaram o arrasto atmosférico sobre a espaçonave além das estimativas iniciais, resultando em uma reentrada mais precoce do que o previsto.

A sonda Van Allen B, gêmea da espaçonave que está reentrando na atmosfera, não deverá retornar à atmosfera antes de 2030.

Com informações da CNN Brasil 

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