Detento morre após ser perfurado 160 vezes com estilete em presídio de SC
Três suspeitos foram indiciados; além de homicídio duplamente qualificado, os investigados também foram indiciados por destruírem as provas do crime

O inquérito policial que investiga a morte do detento Ramon de Oliveira Machado, ocorrida no Presídio Regional de Araranguá, em Santa Catarina, no dia 20 de fevereiro, foi concluído nesta terça-feira (10). A apuração constatou que o homem foi morto a golpes de estilete por outros detentos.
A Polícia Civil indiciou três suspeitos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, por impossibilitar a defesa da vítima, e por fraude processual, por terem destruído provas do crime.
A investigação também apontou que o detento Romário, que havia confessado a autoria do crime na ocasião e que permaneceu em silêncio durante o depoimento formal na delegacia, não foi a única pessoa envolvida no assassinato de Ramon.
Romário passou a ser investigado porque os dois tinham uma desavença, e a polícia entende que esse seja o motivo do crime.
No dia do crime, a vítima estava jogando baralho na entrada do alojamento, onde estavam outros 27 detentos.
De acordo com as investigações, três detentos, conhecidos pelos apelidos Ceifador, Fantasma (apelido de Jean) e Romário, foram até os fundos do alojamento, conversaram rapidamente e, ao retornarem, Ceifador aplicou o primeiro golpe na altura do rosto de Ramon. Em seguida, aplicou um segundo golpe que atingiu a nuca.
Ramon correu em direção a uma das camas, onde passou a ser golpeado repetidamente pelos outros detentos.
O delegado responsável pelo caso, Jorge Ghiraldo, afirmou que, com a conclusão do inquérito, também foi confirmado que o detento foi assassinado com estiletes e sofreu 160 perfurações.
Após o assassinato, Romário arrastou o corpo da vítima até o banheiro, lavou com água sanitária e jogou as roupas e os estiletes utilizados no crime no vaso sanitário, o que impossibilitou a recuperação dos objetos.
As autoridades apontam que a lavagem do corpo teve como objetivo destruir as impressões digitais, segundo relatos dos próprios detentos.
Em seguida, ele arrastou novamente o corpo até a entrada do alojamento, bateu insistentemente na porta, levantou o corpo da vítima, ergueu o estilete e teria confessado o crime.
O inquérito já foi remetido à autoridade judiciária, vai ficar a apreciação do Ministério Público.
Com informações da CNN Brasil





















