Audi confirma Di Grassi como titular no WEC | aRede
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Audi confirma Di Grassi como titular no WEC

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Fernando Rogala

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Das melhores notícias dos últimos dias no mundo automobilístico: o brasileiro Lucas Di Grassi, ex-piloto de Fórmula Um, pilotará como titular em todas as etapas do World Endurance Championship, o glorioso WEC. Ele conduzirá o Audi R18 e-tron quattro #1, carro campeão em 2013, no lugar do também ex-F1, Allan McNish, que se aposentou no final do ano passado. Seus companheiros serão nada mais nada menos que Tom Kristensen, o maior vencedor da história das 24 Horas de Le Mans, com nove canecos, e Loïc Duval, francês de grande renome internacional em diversas categorias.

Di Grassi disputou algumas corridas em 2012 – inclusive a de interlagos –, as 24 horas de Le Mans e as 6 horas de Spa em 2013, com o terceiro carro da Audi, da equipe Joest. Nestas três ele ficou em terceiro. O outro Audi, vice-campeão, permanece intacto: Andre Lotterer, Marcel Fässler e Benoît Tréluyer comandam o carro #2. No terceiro Audi, com mudança do brasileiro, entra Filipe Albuquerque (que correu na DTM ano passado) e  Olivier Jarvis. Marc Gené também sai da equipe, e Marco Bonanomi (da Audi Sport North America) ocupa seu lugar.

Não sou dos caras que torce para brasileiros. Sou contra marmeladas; não é porque moro aqui que preciso torcer para pilotos tupiniquins e preciso secar os dos outros países. Na Formula Um sou ferrarista e vou continuar torcendo para a Ferrari, mesmo sem nenhum brasileiro lá. Torço para um time, para o esporte. E diante dessa opção, também não torço para a Seleção Brasileira de Futebol (triste de quem se diz patriota apenas por torcer por um time de um esporte).

Mas ver Lucas Di Grassi titular no carro mais rápido do WEC é fantástico. Gosto dele, torço para ele. A categoria está ganhando força no país e há de ganhar ainda mais. Infelizmente é assim: na imprensa atual, só dão destaque onde está um brasileiro, independente da importância da categoria – embora haja as predominantes TV’s (que, bem ou mal, ainda é o meio de comunicação em massa com maior destaque) ‘bairristas’, que não dão destaque para os esportes transmitidos por outras emissoras. Não entendo que tipo de jornalismo é esse. O jornalismo vive, sim, do comercial, mas não é ele que deve pautar o jornalismo. Maldito interesse, que norteia, principalmente, as relações humanas.

Além do mais, cabe destacar que a Fórmula Um vai estar aquela meleca nesse ano. Carros mais lentos, com muitos problemas, com os bicos feios.  E com aqueles roncos inconcebíveis. Já o WEC passou por mudanças de regulamento, é verdade, mas não muitas. E teremos a categoria fortalecida, com o retorno da Porsche na categoria principal, para bater de frente com a Audi e a Toyota. Com o rápido Mark Webber como um dos pilotos. Além do mais, o ronco dos carros da WEC é fantástico: poder fechar o olho e descobrir qual carro está passando, é de arrepiar, já que cada um tem seu som peculiar: Audi, Toyota, Rebellion, LMP2, Ferraris, Corvettes, Aston Martins, Porsches, etc, etc, etc. O prazer é muito maior em relação aos atuais F1.

A propósito, os Audis, em Interlagos, foram apenas 2s mais lentos que as Caterham da F1 no ano passado (nos qualifys). Não estranho se, nesse ano, os WEC forem tão rápidos quanto os F1.

Nos últimos dois anos fui a Interlagos ver o WEC. Nesse ano, certamente voltarei. Já a F1, vou pensar muito bem. É precipitado dizer, mas, no momento, para assistir aquela que é apontada como a categoria máxima do automobilismo mundial, a empolgação é zero.

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