Conheça Nequinha, o lateral 'resenha' do Fantasma
Jogador do Operário imita Pato Donald, corta cabelos e até se arrisca no beat-box durante momentos de descontração do clube
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Quem vê o foco e a motivação do lateral direito Nequinha atuando e treinando pelo Operário Ferroviário, não faz ideia de como o jogador é ‘resenha’ – como costumam chamar, no meio futebolístico, aqueles mais engraçados. Ânderson Junior da Silva Ribeiro, de 33 anos, é um dos principais jogadores do grupo quando o assunto é descontração. Se dentro de campo o atleta mostra raça e comprometimento com o trabalho e objetivos do clube, fora dele leva o título de 'mais brincalhão' do elenco.
Nequinha chegou ao Operário no final de 2014, quando a diretoria iniciou as contratações para a atual temporada. O jogador é 'figurinha carimbada' do futebol catarinense, principalmente no Metropolitano (SC), onde atuou por cinco anos – tornando-se o atleta a mais vezes vestir a camisa do clube em toda a história. Natural de Contagem (MG), o lateral direito é conhecido também pelas risadas durante treinamentos e concentrações das equipes.
O apelido ‘Nequinha’ vem da infância. “Quando eu era mais novo – mais novo, porque pequeno sou até hoje – eu andava com uma canequinha de plástico, que vinha acoplada com um canudo. Eu passava sempre na vizinhança pedindo suco ou alguma coisa, porque meus pais não tinham muita condição. Aí me apelidaram de ‘Canequinha’. Com o passar do tempo fui ‘crescendo’, e aí abreviaram pra ‘Nequinha’ mesmo”, conta o lateral, aos risos.
O jogador tem uma série de vídeos na internet – a maioria postada por amigos de clube. São imitações, apresentações, cantorias e outras ações descontraídas durante o ambiente das equipes por onde passa. As mais famosas são os hinos dos clubes, sempre cantados com a voz do Pato Donald – famoso personagem da Disney.
O jogador não sabe dizer como ‘aprendeu’ a imitação do desenho animado. “Acabei descobrindo isso [imitação] involuntariamente. Na infância tinham muitos desenhos que eu acompanhava, como Pica-Pau e o Pato Donald. Eram vários que eu assistia durante o dia-a-dia. Acabou que veio ao natural. Hoje muitas crianças me perguntam: ‘como você consegue fazer?’, e eu não sei explicar, porque veio ao natural mesmo”, conta.
Apesar da ‘resenha’, o lateral explica que é preciso saber a hora certa de brincar com certas coisas dentro do clube. “Quando se tem um ambiente com vitórias, o momento permite algumas brincadeiras entre colegas. Não que o foco seja diferente, mas a situação ‘deixa’ realizar algumas ações”, afirma. Nequinha diz que, quando a fase é ruim, é preciso tomar cuidado com algumas situações para evitar problemas maiores. No entanto, ele afirma que nunca presenciou uma situação onde colegas de equipe ficaram chateados ou magoados com as piadas e imitações.
Fora do ambiente de trabalho, Nequinha diz ser o mesmo. “Tudo na vida se baseia em alegria. A minha alegria não se baseia em circunstâncias, é mais uma questão espiritual mesmo. Ela serve para dar equilíbrio nas situações de adversidade e desconforto”, ressalta.
Além do Pato Donald, o jogador também sabe imitar animais e realiza diversas outras situações. Nequinha também é ‘especialista’ em cortar cabelo – até mesmo de amigos do elenco. O jogador ainda arrisca algumas ‘gracinhas’ às vezes, como fazer fotografias e beat-box. “Isso são mais aventuras. Eu sempre tento fazer imitações, vejo algumas coisas na própria televisão e no YouTube que acho engraçadas e acabo tentando imitar de alguma forma. O que importa é o momento de descontração”, ressalta.
Há cerca de três meses no clube, o atacante já se encantou com o trabalho realizado no Operário Ferroviário e reafirmou o profissionalismo por parte da diretoria e comissão técnica. “Eu passei por vários clubes no país e, infelizmente, vejo grandes equipes com pouca estrutura – até mesmo aquelas que possuem ‘nome’ no futebol. Aqui no Operário é diferente, você percebe o interesse das pessoas pelo clube e o apoio de vários deles”, conta.
Dentre os momentos que mais marcaram o jogador do Fantasma durante a temporada atual está a partida contra o Foz do Iguaçu, no Ecoestádio Janguito Malucelli (Curitiba-PR), no início de fevereiro. O Operário Ferroviário tomou uma punição da Federação Paranaense de Futebol (FPF) no ano passado e perdeu um mando de campo na competição estadual deste ano. Assim, a partida foi transferida para a capital do estado.
“Nós pensamos que a torcida não fosse comparecer, e não só por jogarmos em Curitiba. Era uma quarta-feira de um dia muito chuvoso, e geralmente o torcedor costuma não ir ao estádio nessas situações. Para a nossa surpresa, eles compareceram em bom número e torceram do início até o final”, destaca. “Para nós atletas, entrar em campo e ver a torcida cantando a todo momento é um combustível a mais... Ainda mais com o preço da gasolina, que está tão cara!”, comenta, gargalhando.
O lateral ainda não conseguiu ‘decorar’ o hino do Operário Ferroviário por completo, mas firmou um compromisso com os torcedores alvinegros. No fim da entrevista cedida para o Portal ARede, Nequinha garantiu gravar uma nova matéria onde cantará a música oficial do clube imitando o Pato Donald – assim como faz em todos os clubes que passa.
A equipe de reportagem também firma o compromisso: irá atrás do ‘rei da resenha’ para registrar mais esse momento de descontração.





















