Debate entre candidatos no PR é marcado por ofensas

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Paraná foi marcado por trocas de ofensas e poucas propostas entre os políticos. Os oito candidatos participaram do debate na TV Band, com transmissão simultânea pela Rádio Banda B. O alvo ‘preferido’ dos ataque foi o atual governador e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB). Mas também sobraram ofensas e ataques a quase todos. Enquanto Richa era acusado por Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) de promover um governo incompetente, o tucano devolvia acusações jogando a responsabilidade dos problemas ao bloqueio de empréstimos feito pelo governo federal.
O primeiro bloco terminou com cinco pedidos de respostas, sendo dois de Richa, dois de Requião e um de Gleisi. Somente um dos pedidos de Richa foi aceito. Em um dos momentos tensos do embate, Gleisi questionou o candidato Tulio Bandeira (PTC) sobre 30 processos que responde na Polícia e destacou o fato de ele já ter sido preso. Bandeira reconheceu que já foi preso e devolveu o ataque, dizendo que a petista “anda com estupradores”, referindo-se à prisão de seus assessor, Eduardo Gaievski.
Sobrou pouco tempo para propostas. De forma rápida, foram citadas questões sobre o pedágio, a situação financeira do Paraná e os bloqueios dos empréstimos ao estado pelo governo federal. Ao ser questionado por Requião sobre sua competência, Richa devolveu: ”Toma jeito, Requião! De cabelos brancos e ainda mentindo. Pagamos dívidas de outros governos. Recebemos dívida do governo dele. Requião tenta dissimular e confundir a opinião pública”, disse.
O embate entre Gleisi e Richa foi sobre os empréstimos não concedidos. Gleisi afirmou que o dinheiro não saiu porque o governo não cumpriu os investimentos básicos em saúde. “Quem está com a ficha suja não pode emprestar dinheiro. E com os governos funciona do mesmo jeito”, afirmou a petista.
A aposentadoria recebida pelo Roberto Requião também foi questionada por Gleisi. O ex-governador se defendeu e diz que se negou a receber o benefício por 16 anos e só o fez agora pela grande quantidade de ações contra ele na Justiça.





















