Candidatos trocam ataques no primeiro debate na TV

Restando 40 dias para as eleições, a TV Bandeirante realizou o primeiro debate entre os candidatos a presidente na noite desta terça-feira (26). Com a participação de sete presidenciáveis, a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) foi o principal alvo de seus adversários. Além da petista, participaram do debate Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (PSB), Luciana Genro (PSOL), Pastor Everaldo (PSC), Levy Fidelix (PRTB) e Eduardo Jorge (PV).
No segundo bloco do programa, que permitia perguntas entre os candidatos, Aécio e Marina partiram para o ataque à presidente. A ex-senadora citou os pactos pela mobilidade urbana e pelo controle da inflação – propostas pós manifestações de junho de 2013 – e questionou o que deu errado. Dilma reagiu, dizendo que considera os pactos cumpridos, destacando a redução da inflação e segue seu compromisso com a estabilidade econômica.
Marina reagiu atacando a gestão de Dilma e cobrando a reforma política no Brasil, dizendo que “esse Brasil que a presidente apresentou, quase cinematográfico, não é o Brasil que existe. Nós continuamos parados esperando os ônibus”.
Em pergunta direcionada a Aécio Neves, Dilma provocou ao perguntar quais seriam as medidas impopulares que ele tomaria, seguindo o exemplo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lembrando que na gestão petista o Brasil alcançou “a menor taxa de desemprego da história. Aécio rebateu:
“Eu me sinto lisonjeado em a senhora me olhar e ver o ex-presidente Fernando Henrique. Quem olha para o passado tem medo do futuro. No seu governo, 1,2 milhão de postos de trabalho foram fechados. É um país que não cresce, que não gera emprego. Que tem um conjunto de ações desastradas e desconexas em vários setores como o de energia. O governo do PT surfou nas reformas do Fernando Henrique. (…) Mas a bendita herança acabou, e os brasileiros estão preocupados com o futuro”, frisou.
Dilma reagiu, dizendo que os oito anos do PSDB no Palácio do Planalto “quebraram o Brasil” e citou números de geração de empregos do seu governo e das gestões de Lula. Ela garantiu que, em seu governo, gerou mais empregos do que FHC em seus oito anos. “A verdade é que o governo do PSDB quebrou o Brasil três vezes. Propôs aumento de tarifa, propôs que não se desse aumento de salários, tivemos redução salarial terrível nesse período. No meu governo, geramos mais empregos do que vocês geraram em oito anos. Estou gerando 5 milhões e 500 mil empregos, os números não podem ser enganosos, e o governo do PSDB cortou salários e deu tarifaços”.
No mesmo bloco, Dilma e Marina também foram para o embate. Primeira a perguntar, a ex-senadora questionou a petista sobre o que deu errado, já que as propostas feitas após as manifestações do ano passado não saíram do papel. A presidente considera que todas as propostas deram certo, ressaltando os cinco pactos criados, entre eles a destinação de 75% dos royalties do petróleo e fundos do Pré-Sal para a Educação. Ela afirmou ainda que prometeu e cumpriu a implementação do programa Mais Médicos, e que a reforma política foi enviada para votação do Congresso, mas não passou.
“Eu considero que tudo deu certo, veja você. Fizemos também um compromisso com a reforma política, enviamos ao Congresso e não foi aprovada. Acredito que a reforma vai exigir a consulta popular através de plebiscito”, disse a presidente, ao que Marina respondeu: “uma das coisas mais importantes para que a gente possa resolver os problemas é reconhecer que existem. Quando a gente não reconhece, não passa esperança para a população de que serão enfrentados à altura. (…) A gente continua parado no trânsito, a reforma política virou troca de ministros em troca de apoio e tempo de televisão”, atacou.
Outros candidatos também tiveram seus momentos de destaque no debate da Band. Questionado, no início do programa, sobre qual seria a solução para reduzir a criminalidade e o índice de homicídios no Brasil, Pastor Everaldo lembrou que seu irmão foi morto a tiros na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, e destacou: “vamos criar o Ministério da Segurança Pública capacitando a polícia de todos os estados”.
Respondendo à mesma pergunta, Luciana Genro preferiu fazer sua apresentação, destacando a falta de tempo no horário eleitoral gratuito, e atacou os principais candidatos à presidência. Ela afirmou ter sido expulsa do PT pela “turma do ex-ministro José Dirceu” e criticou Marina, dizendo que ela se coloca como terceira via na corrida presidencial, mas tem uma tradicional banqueira em sua campanha, em referência a Neca Setúbal, do Itaú.
Levy Fidelix prometeu privatizar as prisões para reduzir os índices de criminalidade e melhorar as condições dentro das cadeias, enquanto Eduardo Jorge defendeu a legalização das drogas. Dessa forma, segundo o candidato, as prisões seria esvaziadas e fariam com que a polícia ocupasse seu tempo investigando crimes mais graves.





















