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Vírus respiratório ameaça saúde de bebês prematuros

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Gabriel Sartini

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Um vírus sazonal é uma das principais causas de internamentos e mortes entre bebês prematuros no país. O vírus sincicial respiratório (VSR) provoca sintomas semelhantes a uma gripe forte e pode levar a confusão na hora do tratamento adequado. O VSR circula durante todo o ano, mas sua estação de pico costuma acontecer entre os meses de março e setembro para as regiões sul e sudeste, enquanto norte e nordeste já sofrem com o vírus a partir de dezembro.

Nos casos de bebês prematuros ou portadores de doenças cardíacas, o VSR pode dobrar o tempo de internamento, podendo até levar a criança para Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) por problemas respiratórios.

Uma das consequências mais normais do VSR é o constante chiado no peito, que pode continuar até a criança atingir 13 anos de idade. Pesquisadores acreditam que infecções causadas por esse tipo de vírus podem ser a causa de 5% das mortes de bebês prematuros no Brasil.

“Como o vírus pode ser facilmente transmitido de uma pessoa para outra, pelo contato com secreções, quando um caso surge numa unidade neonatal, o número de casos pode crescer rapidamente”, destaca Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM). Não há tratamento específico para a infecção, somente prevenção.

Lavar as mãos com frequência e todas as vezes em que for tocar nos bebês, evitar aglomerações e higienizar os objetos que entrarão em contato com os recém-nascidos são algumas das formas de prevenir a contaminação pelo VSR.

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