Para Depen, rebeliões no Paraná são questões isoladas

O diretor do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), Cezinando Paredes, disse nesta sexta-feira (17) que as recentes ocorrências em unidades penitenciárias de Curitiba e Piraquara refletem questões isoladas e não uma ação contra a gestão do sistema penitenciário paranaense. Ele lembrou que foram seis ações entre dezembro e janeiro. “Nenhuma delas questiona a superlotação, que de fato não existe nas unidades penitenciárias, e nem reclamam de torturas e do tratamento penal desenvolvido nas unidades. Aliás, nenhuma dessas ações configura rebelião e muito menos guardam relação com facções criminosas como se pretende fazer crer”, afirma o diretor.
Cezinando explica que a primeira ocorrência, em dezembro, na Penitenciária Estadual de Piraquara I (PEP 1), foi ação de um único preso contra agentes penitenciários. Já a última ocorrência, que foi no Centro de Regime Semiaberto Feminino (CRAF), em Curitiba, na noite da última quarta-feira, “foi um protesto local, por demandas perfeitamente cabíveis, como melhorar o atendimento jurídico e permitir a entrada de objetos, como os de higiene pessoal, trazidos por familiares, sem abrir mão do rigoroso controle. Por isso, solucionamos sem o menor problema”, afirma.
Segundo ainda o diretor do Depen, as outras quatro ações, com reféns, ocorridas na Penitenciária Central do Estado (PCE), Complexo Médico Penitenciário (CMP) e Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP 2), foram motivadas por pedidos de presos para serem transferidos para unidades do interior do estado, próximas de seus familiares. “Tanto é que negociamos e autorizamos essas transferências, que são um direito desses presos, e tudo se resolveu, sem deixar um único ferido”, comenta Cezinando. Todas as negociações foram conduzidas pessoalmente pelo diretor do Depen e pelo Comandante do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Paraná).
Informações da Agência de Notícias do Paraná.





















