Polícia indicia falsos ganhadores da Mega da Virada

Os dois homens que procuraram a Polícia Civil nos primeiros dias do ano dizendo serem os verdadeiros donos do bilhete premiado da Mega-Sena da Virada, que rendeu cerca de R$ 56 milhões ao ganhador, serão indiciados por denunciação caluniosa ou falsa comunicação de crime, informou o delegado adjunto da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Rodrigo Souza.
O delegado explicou que no dia 1º de janeiro, por volta das 11h40, um homem procurou o Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac) anexo ao 8º Distrito Policial, no Portão, em Curitiba, e fez um Boletim de Ocorrência, dizendo ser o dono do bilhete premiado da Mega-Sena da Virada. No sorteio ocorrido na noite anterior, o prêmio de cerca de R$ 220 milhões foi dividido em quatro apostas vencedoras, sendo que uma delas foi feita na casa lotérica Cabral Lotérico, na Alameda Cabral, no centro de Curitiba. “No BO feito, o homem dizia que apostou naquela casa lotérica e sua irmã teria levado seu carro num lava car e que neste local o bilhete havia sido furtado”, contou o delegado.
Na sequência, quando esta história se tornou pública e pairou a dúvida sobre o verdadeiro vencedor da loteria, um outro homem procurou a DFR e disse que teria sido ele o autor da aposta premiada. “Ele nos disse que o bilhete foi furtado no lava car, assim como o primeiro homem. Disse também ter sido ele o autor da aposta e que o primeiro a fazer o BO estava roubando a sua história. Este segundo homem a procurar a polícia não registrou BO, mas fez através de seu advogado uma petição e entregou aqui na delegacia”, contou Souza.
O delegado explicou que a Polícia Civil pediu à Caixa Econômica Federal (CEF) as imagens das câmeras de segurança que mostram o momento exato em que o autor da aposta premiada fez o jogo, no dia 30 de dezembro. “Fizemos o confronto e descobrimos que esse bilhete não foi feito por nenhum dos dois homens que procuraram a Polícia Civil. O último ainda disse que fez a aposta no dia 30, a data certa da aposta premiada. O que fez o BO no Ciac registrou que a aposta teria sido feita no dia 23, sete dias antes do momento em que o verdadeiro ganhador apostou”, contou o delegado.
O Código Penal Brasileiro prevê uma pena de seis meses de detenção ou multa para quem comunicar falsamente um crime. A pena para denunciação caluniosa é de dois a oito anos de reclusão.





















