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HB20 muda para assumir a liderança

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Fernando Rogala

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Desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro, o Hyundai HB20 causou um alvorço quando foi lançado, no segundo semestre de 2012. Sucesso desde quando apresentado, gerando filas de espera nas concessionárias de mais de dois meses, o modelo segue como um dos mais desejados de seu segmento. Ele se diferencia pelos traços marcantes no desenho, elaborado pelo designer chefe da Hyundai, Casey Hyun, baseado no conceito de ‘estrutura fluída’.

No final do ano passado, a marca sul-coreana apresentou uma reestilização do modelo (face-lift), com alterações em sua aparência externa, mecânica e na tecnologia oferecida.

No segundo semestre de 2016 ele completa quatro anos de mercado. Será que, mesmo com esse face-lift, o compacto tem potencial ainda de manter seu ritmo de vendas, terceiro mais comercializado em 2015, e assumir a segunda posição ou a liderança do mercado nacional? É com o hatch, na versão Comfort Plus, motorização 1.0l, que o Jornal da Manhã estreia sua nova série, o ‘Test Drive JM’, em uma avaliação completa após dezenas de quilômetros de testes realizados pela reportagem.


Vendas
As vendas do compacto sempre se mantiveram estáveis no Brasil, totalizando 122,3 mil unidades emplacadas em 2013, 119,7 mil em 2014 e 110,3 mil em 2015, segundo números da Fenabrave. Uma análise mais criteriosa, no entanto, tendo em vista a retração no mercado brasileiro de automóveis em 2014 e da grande queda de 24% no ano passado, o desempenho do modelo foi bastante positivo. Ainda mais ao analisar o avanço dele no ranking nacional, sendo o oitavo mais vendido em 2013, quinto em 2014 e terceiro em 2015. Esses números consolidam o HB20 no mercado nacional e mostram o crescimento do ‘market share’ no país.

HB20 2016 ganha novos itens de série em todas as versões

O primeiro contato visual não engana: fica claro que o HB20 passou por uma alteração visual. A nova grade dianteira, com o formato hexagonal, chama a atenção e deixa o carro com um ar mais atual e mais requintado. A moldura da nova grade, que agora virou um elemento só da parte de cima, desde o capô, até a parte de baixo do para-choque, recebeu acabamento cromado, tornando o carro ainda mais elegante. A parte inferior nas laterais, os nichos que abrigam os faróis de neblina, também ganharam novo desenho, com um aspecto mais moderno e agressivo. Na traseira, o para-choque também foi redesenhado, tem novas linhas e refletores maiores.

Antes de entrar no carro, o ‘novo’ HB20 (como está no site da marca) também já conquista pela chave. Do tipo canivete, é bastante elegante e bem acabada, com os telecomandos para travar e destravar as portas. Dentro do modelo, é fácil encontrar a posição de dirigir: o banco do motorista possui ajuste de altura.

O conforto, aliás, foi priorizado na versão 2016. O gerente de vendas da HMB Ibrauto, concessionária da marca em Ponta Grossa, Wiverson Gomes, lembra que o modelo ganhou travas elétricas e vidros dianteiros elétricos com a função ‘one touch’ neste modelo 2016. A isso, podemos somar o ar condicionado, direção hidráulica, computador de bordo e o rádio com comandos no volante.

Tudo na versão de entrada do modelo. O airbag duplo e os freios ABS, com EBD, também estão desde o modelo mais em conta. “Em todas as versões, os pacotes de opcionais tiveram algo agregado. É uma ideologia da própria marca: sempre que lança um novo modelo agrega algo, para ficar mais atrativo”, declara.

Um diferencial da versão testada são as novas rodas. Elas cresceram e agora são aro 15, de aço, e ganharam novas calotas. Os retrovisores dessa versão, com comandos elétricos, são da cor do veículo e incorporam lanternas indicadoras de direção. Ele possui alarme e as portas travam automaticamente a partir dos 15 km/h. Nesta Comfort Plus, os quatro vidros são elétricos, porém sem a abertura e fechamento dos vidros através da chave – disponível na versão superior, a Comfort Style. É apenas a partir desta versão superior que está o novo conjunto óptico traseiro, a lanterna tipo ‘clear type’, que deu um ar de requinte ao modelo; as outras versões permanecem com as lanternas ‘antigas’.

Ao girar a chave se destaca o conta-giros e o velocímetro. O cluster permanece sempre aceso, denominado pela Hyundai de ‘Supervision’. A cor e o contraste do painel de instrumentos se destacam, são bonitos e de fácil leitura. Entre eles, o computador de bordo, sempre muito útil, com sete funções, que podem ser alteradas por um botão no painel, atrás do volante. O painel do veículo, alias, permanece com o design bastante agressivo e bem atual, similar aos outros veículos da marca. Agrada bastante, com muitas linhas, parecendo de um veículo de outra categoria. Ele é revestido de plástico, porém bem acabado, sem rebarbas, agradável ao toque. Antes, vinha apenas em uma cor, agora são duas, preto e cinza.
Modelo testado tem custo de R$ 44,8 mil
A versão testada pelo portal aRede e Jornal da Manhã, com a pintura metálica Bronze Terra, custa R$ 44,8 mil. Essa mesma versão, com todos os itens de serie, mas com pintura sólida ou com a Prata, sai por R$ 43,7mil. A versão de entrada do HB20 custa R$ 40,5 mil; enquanto que a Comfort Style, a mais completa com o motor 1,0l, é comercializada por R$ 47,8 mil. Para a motorização 1,6l, a versão mais em conta, a Comfort Plus, custa R$ 50,2 mil (praticamente o mesmo valor do New Fiesta de entrada, por exemplo); e a Comfort Style, R$ 53,3 mil. Em ambas, a opção do câmbio automático acrescenta R$ 4,3 mil ao modelo. Já a versão top de linha, a Premium, disponível somente no automático, custa R$ 61,2 mil. Com todos os opcionais, passa dos R$ 66 mil. Para qualquer versão a garantia é de 5 anos, com revisões anuais ou a cada 10 mil quilômetros.

Suspensão e direção

O acerto de suspensão é praticamente perfeito. Com a compressão e extensão dos amortecedores adequadíssimos, o carro absorve bem as imperfeições das ruas ponta-grossenses, andando bem mesmo nas ruas com paralelepípedos. O ‘novo’ HB20 ganhou batentes hidráulicos, para evitar aquelas ‘pancadas secas’ ao passar por buracos. O isolamento acústico, aliás, é muito bom. Os pneus também da Pirelli, de perfil 60, montados nas rodas de aro 15, também contribuem para transpor esses buracos e obstáculos. Em alta velocidade, na estrada, a suspensão trabalha de forma ideal, transmite segurança, mantendo o carro firme.

A direção também é muito bem acertada. Para quem não viu a ficha técnica e não sabe que tipo de direção tem o carro, é até fácil de se enganar, imaginando que ele tem direção elétrica. Ela é bastante leve para manobrar em baixas velocidades e, em rodovias, por exemplo, fica bastante precisa, mais firme. O volante é muito bonito, compacto, com boa empunhadura, mas, nesta versão, não há ajuste de altura e profundidade, disponível apenas na superior.

Motorização

O motor Kappa 1,0l, flex, é um dos maiores pontos fortes do modelo. Ele foi um dos precursores dos modelos de três cilindros no Brasil. Aprimorado para 2016, ficou 6% mais eficiente, e agora pode fazer, quando abastecido com etanol, 8,5 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada, segundo avaliação do Inmetro, o que garantiu a ele nota ‘A’ em eficiência. A potência permanece nos 80 cavalos (a 6,2 mil rpm) e o torque em 10,2 kgfm (a 4,5 mil rpm) com este combustível. Consumo que pode ser até melhorado, como comprovado pela reportagem: se manter o computador de bordo no consumo instantâneo, o motorista pode adaptar a maneira de acelera e a hora de trocar de marchas para priorizar o consumo.

Na cidade o motor agrada bastante. Mesmo nas ladeiras, apresenta bastante vigor para um 1.0l. Não perde desempenho em subidas como do início da Augusto Ribas, por exemplo. Em uma das ladeiras mais íngremes da cidade, na rua Frei Caneca, no trecho entre a Santos Dumont e a Sete de Setembro, é possível elevar a velocidade em segunda marcha, com o ponteiro do tacômetro a 3 mil giros. O câmbio possui engates firmes e justos. O 1.0 manteve as 5 marchas, mas o 1,6l ganhou um novo câmbio com 6 velocidades, tanto no manual quanto na versão automática.

Na rodovia, por se tratar de um motor 1.0l, em subidas ou ultrapassagens há a necessidade de andar em rotações mais elevadas para manter o motor na faixa de maior potência, mas seguramente é, entre os concorrentes, um dos ‘mil’ que apresenta o melhor desempenho nas estradas. Um motor valente, principalmente pela tecnologia incorporada, de 4 válvulas por cilindro e o comando duplo de válvulas variável.

Para os viciados em carro, é possível notar que o motor de três cilindros ronca diferente. Em rotações mais altas impossível não lembrar dos Porsches com seus motores de 6 cilindros contrapostos. Dá gosto de ouvi-lo ungindo.

Cores

O HB20 testado pelo Jornal da Manhã possui a nova cor oferecida pela Hyundai para o modelo, a Bronze Terra. Metálica, que gera um reflexo muito bonito no sol, ela trouxe um requinte extra para o carro, que se assemelha, inclusive, com uma cor que era oferecida pela BMW em modelos como o ‘X1’, a ‘Sparkling Bronze’. Por ela a montadora cobra R$ 1,1 mil a mais no preço do veículo. Mas é um investimento, porque, além de favorecer um maior preço de revenda, traz o aspecto visual de um carro de categoria superior. Além do mais, foge da tradicional monocromia que domina o mercado automotivo nacional. Outra cor oferecida na palheta é a Prata Sand, que entra no lugar do vermelho, que não está disponível mais na gama. Agora o vermelho está disponível somente na versão esportiva, lançada neste mês, a R spec, em um tom mais forte e vivo.

Tecnologia

O rádio possui bluetooth (sistema blueAudio), o qual sincroniza facilmente com os celulares, de maneira muito intuitiva e rápida, conforme o teste feito com o sistema operacional iOS. Ao parelhar, o sistema importa a agenda e o registro de chamadas. Com dois toques no volante é possível fazer uma ligação e, com um, atender uma ligação, identificada no visor de 3,8 polegadas do rádio. Ao reproduzir músicas no celular, o áudio sai através dos falantes do automóvel. A versão mais completa agora conta com o opcional do sistema ‘blueMedia’, o qual, com o aplicativo ‘Car Link’ permite espelhar smartphones na tela de 7 polegadas, possibilitando a integração com inúmeros aplicativos. Nesta versão Premium também está disponível, porém de série, o novo farol com filete de led (light guide), o ar condicionado automático digital, retrovisores com rebatimento automático, sensor crepuscular, e oferece, como opcional, o pacote de couro ‘Dark Brown’, com bancos, painel das portas dianteiras e manopla de câmbio em couro marrom.

Conclusão

O face-lift fez bem. Certamente dará um fôlego a mais ao modelo, principalmente por manter as linhas mais características do compacto, ainda bastante modernas, que o fez sucesso de vendas por aqui. Os triunfos foram mantidos, como a posição de dirigir, o acabamento interno, o desenho do painel e o espaço disponível no interior, principalmente no porta-malas de 300 litros VDA. Além disso, ele é muito adequado ao trânsito da cidade. A motorização, que já se destacava, agora apresenta um melhor rendimento por ficar mais econômica, poupando mais combustível tanto no 1.0 quanto no 1.6; o bolso agradece. A relação custo/benefício, acrescida ao novo visual, mantém o carro muito competitivo. Pelos dados disponíveis no mercado, aparentemente, o ‘novo’ HB20 agradou – foi o segundo carro mais vendido no país em janeiro deste ano, segundo os números da Fenabrave, vendendo até mesmo mais que em janeiro de 2015. E, contra esses números, não há argumentos: mostra que o caminho do sucesso está traçado e deve continuar. Tem potencial para elevar as vendas e, se assumir a liderança, não será por acaso.

Hyundai HB20 hatch Comfort Plus 1,0l

MOTOR
Configuração dos cilindros 3 em linha
Diâmetro X Curso dos pistões
71,0 mm X 84,0 mm
Cilindrada (cm³) 998
Potência máxima (cv @ RPM)
80 (E) | 75 (G)@6200 RPM
Torque máximo (m.kgf @ RPM)
10,2 (E) | 9,4 (G)@ 4500 RPM
Combustível Flex

TRANSMISSÃO
Tração Dianteira
Marchas 5 a frente e 1 a ré

FREIOS
Dianteiro Disco ventilado
Traseiro Tambor

PNEUS E RODAS
Pneus 185/60 R15 Pirelli Cinturato P1
Rodas 5.5J X 15 Roda de aço

DIMENSÕES E CAPACIDADES
Comprimento (mm) 3.920
Largura (mm) 1.680
Altura (mm) 1.470
Entre-eixos (mm) 2.500
Porta-malas (litros, VDA) 300
Tanque de combustível (litros) 50
Peso mínimo (kg) 990

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