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Casal é preso suspeito de queimar e esquartejar mulher

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Gabriel Sartini

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Policiais civis da Delegacia de Araucária, da Divisão de Polícia Metropolitana (DPMetro), prenderam, na última sexta-feira (20), o casal suspeito do assassinato de Maria Aparecida Vechia, 55 anos, no último dia 11, na casa da vítima. O corpo da vítima foi encontrado esquartejado e queimado. Mariane Pianovski, 21 anos, e Alisson Campolim dos Santos, 25 anos, foram presos graças ao cumprimento de mandados de prisão preventiva emitidos pela Justiça local.

Segundo o delegado-titular da Delegacia de Araucária, Guilherme Maurício Wall Fagundes, na data do crime, uma colega tentou contato por diversas vezes com ela, sem sucesso, já que a mulher tinha faltado no serviço. “A amiga foi até a residência onde a vítima morava, porém não conseguiu contato com a mesma, pedindo então para um vizinho verificar se Maria Aparecida estava em sua residência. Tal vizinho pulou o muro da casa e então, ao se aproximar da porta, sentiu cheiro de gás e de algo queimando no local, solicitando aos bombeiros para que verificassem o que ocorria”, contou o delegado.

Os bombeiros ventilaram a casa e arrombaram a porta, localizando a mulher morta sobre a cama, com partes de seu corpo queimadas e com suas pernas cortadas pouco abaixo do joelho.

Investigação

Após conhecimento do crime, a equipe da delegacia ouviu parentes, vizinhos, amigos e inquilinos da vítima. “Isso causou estranheza à equipe de investigação, já que o casal inquilino alegou não ter visto nem ouvido nada, mesmo residindo no mesmo imóvel em que a vítima”, contou a chefe de investigações da Delegacia de Araucária, Elsira Wagner Antônio.

A equipe teve acesso a imagens de câmeras de vigilância de uma empresa vizinha. Elas foram analisadas, e após análises, a equipe constatou fatos inverídicos quanto aos horários de chegada e saída, tanto do casal quanto da vítima. “E também constatou que nenhuma outra pessoa qualquer entrou ou saiu da residência”, destacou Elsira.

Diante dos fatos, foi solicitado então um exame complementar, realizado pelo Instituto de Criminalística, que usou o reagente ‘Luminol’. “Nos cômodos do casal havia manchas de sangue, assim como na fechadura de acesso ao cômodo da vítima e no banheiro que era usado exclusivamente pelos inquilinos”, contou a chefe de investigação.

Diante das evidências, o delegado Ari Nunes Pereira, que é titular em Campo Largo e está cobrindo férias em Araucária, solicitou mandado de prisão contra o casal de inquilinos.

Informações da assessoria da Polícia Civil.

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