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Deputados retiram ‘pacotaço’ de tramitação

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Gabriel Sartini

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Milhares de manifestantes tomaram a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) por volta das 15 horas desta quinta-feira (12) e conseguiram impedir a sessão que poderia votar o “pacotaço” de medidas proposto pelo Governo do Estado. A ação aconteceu após os deputados estaduais entrarem na casa legislativa em um ônibus da tropa de choque da Polícia Militar.

O confronto teve início no momento em que os deputados estaduais chegavam para a sessão convocada pelo presidente Ademar Traiano (PSDB). Como os portões eram bloqueados por manifestantes, a Polícia Militar se utilizou de bombas de efeito moral e sprays de pimenta. Os deputados da base aliada precisaram de um ônibus da tropa de choque da PM para ter acesso ao prédio. Toda a ação foi coordenada pelo secretario de Segurança, Fernando Francischini.

Indignados com o prosseguimento da sessão, os milhares de servidores derrubaram o portão da Assembleia e entraram no prédio, o que fez com que Traiano cancelasse mais uma vez a discussão. Tomada por manifestantes, deputados estaduais ficaram completamente acuados dentro do gabinete da presidência. Alguns manifestantes chegaram a ficar feridos após serem atingidos por bombas de efeito moral.

O líder do Governo da Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) já anunciou a desistência do “pacotaço”, mas os servidores disseram que eles só irão deixar a Assembleia com o documento da retirada do projeto. Deputados da oposição, como Professor Lemos (PT) e Tadeu Veneri (PT), tentam acalmar os ânimos no local.

Os manifestantes eram contrários ao projeto, porque afetava diretamente vários direitos dos servidores públicos. Por volta das 12h, após receberem informações de que a votação poderia acontecer na sede da TV Educativa, no bairro Mercês, em Curitiba, professores também cercaram o edifício.

Os professores já sinalizam com a possibilidade de desocupar a Assembleia. Marlei Fernandes, da APP, solicitou que os manifestantes fiquem por mais algumas horas para limpar o plenário, onde centenas de pessoas vem dormindo desde terça-feira.

Com informações da Banda B.

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