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Doleiro Alberto Youssef está internado em Curitiba

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Gabriel Sartini

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A Polícia Federal divulgou nota informando que o doleiro Alberto Youssef, internado desde a tarde de ontem (25) no hospital Santa Cruz, em Curitiba, passou bem a noite e permanecerá hospitalizado por 48 horas, sob escolta de policiais. “Não havendo nenhuma outra intercorrência retornará à carceragem da PF da Superintendência em Curitiba”, destacou o texto. O doleiro, preso em março deste ano pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), foi encaminhado para a unidade depois de sentir uma indisposição.

Ontem (25), a Polícia Federal em Curitiba negou a suspeita de envenenamento. No texto, informa que a internação ocorreu em função de “uma forte queda de pressão arterial causada por uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica”. Desde a sua prisão, Youssef precisou de atendimento médico por três vezes.

De acordo com o diretor clínico do hospital, Arthur Leal Neto, o doleiro deu entrada na UTI Coronariana as 16h20 de ontem, em função de um episódio de síncope (perda rápida da consciência), mas apresentava um quadro clínico estável com  “sinais de desidratação e emagrecimento importante”.

Leal Neto ainda afirmou que a avaliação inicial não mostrou qualquer sinal de intoxicação e o que o quadro cardiológico também era estável. “Até o momento, apresenta exames laboratoriais e outros exames complementares dentro da normalidade”, destacou.

Youssef continuará em observação. Esta é a terceira vez que o doleiro precisou de atendimento médico desde que foi preso pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), em março deste ano.

A revista Veja desta semana, divulgou matéria afirmando que em depoimento, o doleiro afirma que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. O PSDB entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo que o caso fosse investigado.

Dirigentes do PT protocolaram um pedido de abertura de inquérito criminal para investigar o vazamento do depoimento e classificaram a reportagem de “inverídica, difamatória e caluniosa”. Ontem, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga concedeu direito de resposta à coligação Com a Força do Povo, da candidata Dilma, no site da revista Veja, após divulgação de matéria com acusações contra Dilma e ao ex-presidente Lula.

Na última quinta-feira (23), o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, autorizou o depoimento do doleiro à comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investiga denúncias de ilegalidade na Petrobras. A autorização formal era necessária para que Youssef deixasse a carceragem e fosse transportado para Brasília. Ainda assim, ele poderia optar por ficar em silêncio durante o depoimento.

Os advogados de Youssef encaminharam petição ao presidente da CPMI para tentar dispensar o depoimento do doleiro, antecipando que Youssef usaria a prerrogativa de ficar calado e os custos ao Erário seriam altos.

O presidente da CPMI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), ainda não se manifestou sobre o pedido de dispensa do depoente. Ele deve consultar o relator, Marco Maia (PT-RS), e outros membros da CPMI antes de decidir se acata o pedido. A defesa do doleiro já adiantou que, se ele tiver de comparacer à comissão, ficará calado.

Informações da Agência Brasil.

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