Agentes repudiam declarações da SESP sobre rebelião

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) emitiu nota oficial para repudiar as declarações do secretário de Estado de Segurança Pública, Leon Grupenmacher, a respeito das motivações dos presos para se rebelarem por 48 horas na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG). Treze agentes penitenciários foram feitos reféns e um deles foi queimado pelos presos. A entrevista foi realizada na quarta-feira (15) em Guarapuava, com várias autoridades relacionadas à Segurança Pública.
“Primeiramente, o Sindarspen repudia a ausência da responsável pela pasta do Sistema Penitenciário do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SEJU) durante a coletiva de imprensa. Quem deve falar sobre o caos das penitenciárias e sobre as rebeliões que acontecem no Paraná é o coordenador do Departamento Penitenciário (DEPEN) ou a própria SEJU”, destaca o comunicado.
Para os representantes dos agentes, a fala do secretário ressaltando a motivação dos presos para a rebelião é mentirosa. “[Grupenmacher] disse que uma das causas que ocasionou a rebelião na PIG é o tratamento dos agentes penitenciários aos presos. O presídio foi construído há 15 anos e, desde lá, nunca houve registros de opressão contra os detentos e nem problemas graves de indisciplina por parte dos apenados. Devemos destacar que tanto a SEJU quanto a SESP estão encaminhando presos para a unidade sem a devida classificação dos mesmos. Portanto, muitos detentos não tinham o interesse que trabalhar e seguir as normas da unidade”, frisa o Sindarspen.
“Podemos concluir que a causa da rebelião na PIG é a falha de gestão em relação ao Sistema Penitenciário de ambas as secretarias (SEJU e SESP) e não dos agentes penitenciários, como afirmou Grupenmacher”, continua a entidade. O Sindarspen garante que já havia informado as secretarias responsáveis sobre a possibilidade de motins em várias unidades do estado. “(…) outras rebeliões podem acontecer caso a SEJU não tome as devidas providências em relação à segurança das unidades”, completa.
A nota lembra também o equívoco do secretário ao falar sobre a carga horária dos agentes penitenciários. “Temos o dever de lembrar Grupenmacher, que tanto a PM Polícia Militar quanto a Polícia Civil também cumprem escala de trabalho, como por exemplo, 24x72. Entretanto, esses profissionais honrados cumprem a carga horária semanal que é estipulada por Lei, assim como os agentes que trabalham em escala de 24 horas, sendo que um dia de trabalho do servidor penal corresponde a três dias do trabalhador comum. Numa simples conta matemática é possível constatar que, tanto a PC, a PM e os agentes penitenciários cumprem carga horária de 40h semanais”, completa.
Com informações da assessoria.





















