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Suspeito de estupro morre dentro de carceragem

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Gabriel Sartini

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A Polícia Civil de Londrina já deu início às investigações da morte de Ramires Sarinho Guergoleti, de 20 anos, encontrado morto na carceragem do Centro de Triagem, na rua Sergipe, no centro da cidade. Policiais encontraram o rapaz inconsciente na manhã desta quarta-feira (17). Ele seria encaminhado ainda nesta semana para uma unidade prisional do estado.

O jovem era suspeito de estuprar duas garotas no último fim de semana, na zona sul de Londrina. Ramires teria abordado as jovens e obrigado as mulheres a entrar em seu carro, onde aconteceram os abusos. A Polícia Civil ainda investiga a participação de uma segunda pessoa no crime.

O crime revoltou moradores do Jardim União da Vitória, onde o crime foi cometido, e o rapaz acabou espancado a tijoladas na noite de segunda-feira (15), antes de ser preso. Ele foi levado à Santa Casa de Misericórdia, onde recebeu atendimento para tratar ferimentos no rosto e um suposto traumatismo craniano.

O rapaz teve a prisão decretada pela Justiça na tarde de ontem, mas o mandado não foi cumprido porque o rapaz ainda estava internado. Ele recebeu alta apenas às 22h, escoltado pela PM, até o Centro de Triagem. Segundo a Polícia Civil, Ramires passou a noite em uma cela isolada. Ele passou mal durante a madrugada e foi encontrado inconsciente na manhã de hoje. Médicos do Samu foram acionados e constataram a morte do rapaz ainda no local. O corpo foi encaminhado ao IML de Londrina.

O portal Bonde reproduziu uma nota da Santa Casa de Londrina sobre o caso, confira a íntegra:

"Ramires Sarinho Guergoleti, 20 anos, vítima de agressão, deu entrada no Centro de Emergência e Trauma (CET) da Santa Casa de Londrina, em 15 de setembro, às 23h37.

Seguindo os protocolos médicos para o caso que se apresentava, o paciente foi submetido a exames que descartaram complicações no momento. Depois de permanecer em observação pelo tempo preconizado e ser reavaliado, ele recebeu alta médica-hospitalar às 22h02 de 16 de setembro, saindo com escolta policial.

A Santa Casa de Londrina não tem como se pronunciar sobre a morte dele, considerando que esta ocorreu fora do Hospital.

Qualquer outra informação sobre o atendimento do paciente será fornecida somente à família ou responsável judicial, a quem o Hospital está à disposição."

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