Assassino de Glauco é preso após latrocínio em Goiânia

Foi preso nesta segunda-feira, em Goiânia, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 29 anos. O homem é assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas e seu filho, Raoni Vilas Boas, em 2010.
O rapaz estava ao lado de outro homem em um carro roubado quando tentou fugir de uma abordagem da polícia. As autoridades investigavam um latrocínio (roubo seguido de morte) e uma tentativa de cometer o mesmo crime no final de semana e suspeitaram da dupla. Durante a perseguição, o suspeito bateu o veículo e foi capturado.
Cadu, como ficou conhecido o assassino do cartunista, estava solto desde 2013, quando a Justiça de Goiás decidiu liberar o infrator, diagnosticado como deficiente mental. Ele havia sido transferido para uma clínica psiquiátrica em Goiás em 2011.
Os dois prestaram depoimento na DIH (Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios) nesta segunda e responderão pela morte de Matheus Pinheiro de Morais, de 21 anos. O jovem, sobrinho de um policial militar, foi baleado após ser assaltado pela dupla. Já a outra vítima, Marcos Vinícius Lemes de Abadia, de 45 anos, está em estado grave de saúde após ser alvejado enquanto seu carro era levado.
Morte de Glauco
O crime ocorreu no dia 12 de março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo (SP). Na época, sob efeito de maconha, haxixe e uma mistura de ervas do chamado Santo Daime, ele invadiu a Igreja Céu de Maria, matou o cartunista e o filho dele.
De acordo com o Laudo Psiquiátrico e Psicológico de Sanidade Mental, os assassinatos ocorreram em um momento de surto, uma vez que foi diagnosticado que o rapaz é portador de esquizofrenia paranoide - o que o torna incapaz de perceber a gravidade dos seus atos. O surto seguiu, após o duplo homicídio, quando Carlos Eduardo tentou fugir para o Paraguai, armado e dirigindo um carro roubado, e foi preso na fronteira dos dois países.
Após quase três anos, um amigo da família, em Goiânia, garante que o passado recente ainda é, efetivamente, um drama e um pesadelo na vida do rapaz - a ser superado. “Tem dia que ele se abate, sente remorso pelas mortes; afinal eram amigos dele, pessoas de quem gostava e com as quais mantinha convivência”, comentou. Isso, aliado à busca da cura, teria barrado os planos de passar o Natal e ano-novo longe do hospital.
Informações do Yahoo.





















