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Dilma Rousseff inaugura obras inacabadas no Rio

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Afonso Verner

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Numa série de eventos com clima de campanha e trilha de samba, além de protestos pontuais de professores e servidores federais, a presidente Dilma Rousseff passou o domingo (1º) no Rio de Janeiro para inaugurar três obras, nenhuma delas finalizada. A primeira visita foi ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), onde Dilma inaugurou a expansão do terminal 2, num trajeto cercado por tapumes.

Na sequência, a presidente pegou o ônibus inaugural do BRT Transcarioca, corredor exclusivo que ligará o Galeão à Barra da Tijuca, na zona oeste, e que é a única obra de mobilidade do Rio para a Copa -apenas 22 das 47 estações previstas entrarão em operação nesta semana.

Ao inaugurar o BRT, Dilma que a Copa deixará "um legado" de obras para o povo e pediu hospitalidade para os turistas que vêm para o Mundial de futebol. "Na mala deles não cabe o BRT, o aeroporto do Galeão. Não cabe o estádio do Maracanã [todas obras financiadas pelo governo federal]. Agora, cabe o gesto de carinho, de afeto, de bem receber", disse a presidente na estação do bairro de Madureira, na zona norte.
R$ 140, Café e almoço

Da cerimônia participaram cerca de 150 trabalhadores da obra, munidos de bandeiras do Brasil. Alguns deles disseram à reportagem ter recebido das empreiteiras da obra o valor de uma diária de trabalho dominical (R$ 140) para participar do ato, além de café da manhã e almoço.

Nenhum operário quis se identificar. Procuradas, as responsáveis pela obra (Andrade Gutierrez, Carioca e OAS) não foram localizadas. À tarde, Dilma inaugurou parte do conjunto habitacional da antiga fábrica da CCPL, em Manguinhos, Benfica (zona norte).

Enquanto a presidente entregava 564 unidades habitacionais -outras 164 ainda não estão concluídas-, aproximadamente cem servidores federais das áreas de saúde e educação, além de integrantes da Frente Internacional dos Sem Teto, protestavam na entrada por melhorias no trabalho.

A comitiva da presidente, no entanto, só passou de carro em meio à manifestação na porta do conjunto. A presidente retornou a Brasília no fim da tarde.

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