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Justiça aceita denúncia contra pai e madrasta de Bernardo

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Gabriel Sartini

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A Justiça aceitou nesta sexta-feira (16) a denúncia contra quatro pessoas acusadas de envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, no interior do Rio Grande do Sul. Com isso, eles passam a ser réus no processo. O pai e a madrasta do menino, Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, devem responder a um processo criminal sob acusação de terem planejado a morte do garoto. Para o Ministério Público, que ofereceu a denúncia, o pai atuou como "mentor" e "patrocinador" do crime, executado pela mulher. Ele nega.

Também são acusados a assistente social Edelvânia Wirganovicz, que admitiu ter participação na morte, e um irmão dela, o motorista Evandro Wirganovicz, suspeito de ter ajudado a ocultar o corpo. O corpo de Bernardo foi encontrado no dia 14 de abril em uma cova num matagal de Frederico Westphalen, cidade a 80 km de Três Passos, onde o garoto morava. Ele estava desaparecido havia dez dias.

Segundo a polícia, foi Edelvânia quem indicou onde estava o corpo. Em depoimento, ela disse que o menino morreu após a madrasta dar remédios e aplicar uma injeção no garoto, a quem "odiava".

Uma perícia apontou a presença de um sedativo no corpo de Bernardo. A polícia investiga uma receita usada por Edelvânia para compra do medicamento – na qual consta uma assinatura semelhante à de Leandro Boldrini, que é médico.

Além da receita, imagens de câmeras de segurança e recibos de compras de uma pá, uma escavadeira e soda cáustica, usados para ocultar o corpo, foram considerados pela polícia como "peças-chave" para a conclusão do inquérito.

Outro lado

O advogado Jader Marques, responsável pela defesa de Leandro Boldrini, afirma que "não há provas" contra o seu cliente e que a polícia e o Ministério Público usaram argumentos "frágeis" para apontá-lo como um dos mentores do crime.

Demetryus Grapiglia, defensor de Edelvânia e Evandro Wirganovicz, disse que vai aguardar ser chamado para dar esclarecimentos sobre o caso, "inclusive com provas". Segundo o advogado, a assistente social nega participação na morte, mas admite ter ajudado a ocultar o corpo. Ela também escreveu uma carta em que isenta o irmão de envolvimento no caso, afirma.

Já Graciele Ugulini, madrasta do garoto, disse que a morte foi "acidental" e ocorreu após ela dar remédios a Bernardo para "acalmá-lo" e fazê-lo dormir durante a viagem até o município vizinho, onde fariam compras.

Informações da Folhapress.

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