Cessar-fogo entre EUA e Irã não impede novos ataques no Oriente Médio
Mesmo com trégua anunciada por duas semanas, países da região seguem registrando ações militares e divergências sobre a inclusão do Líbano no acordo

Apesar do cessar-fogo de duas semanas anunciado entre Estados Unidos e Irã, novos ataques continuaram sendo registrados no Oriente Médio na madrugada desta terça-feira (7). Conforme informações do Metrópoles, o acordo não definiu um horário exato para a suspensão das ações, o que permitiu a continuidade de confrontos, especialmente com relatos de interceptações de mísseis iranianos por países do Golfo.
Em Israel, três garotos ficaram levemente feridos após a queda de uma munição de fragmentação na cidade de Tel Sheva, no sul do país. Ao mesmo tempo, um porta-voz militar israelense afirmou à imprensa internacional que o país segue realizando ataques aéreos contra o Irã. No Líbano, os bombardeios também persistem, incluindo um ataque que atingiu uma ambulância na cidade de Qlaileh, próxima à região costeira de Tiro.
Horas depois, Israel divulgou comunicado informando adesão à suspensão temporária dos ataques. No entanto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu destacou que o cessar-fogo não se aplica ao território libanês.
Em nota, Netanyahu afirmou que Israel apoia a decisão dos Estados Unidos de interromper ofensivas contra o Irã por duas semanas, condicionando a medida à reabertura imediata do Estreito de Ormuz e ao fim de ataques contra países da região. Ele reforçou que a trégua não inclui operações no Líbano.
Anteriormente, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, havia declarado que o acordo envolveria um cessar-fogo imediato mais amplo, incluindo o Líbano — informação que não se confirmou integralmente após posicionamento israelense.
Apesar das divergências, o anúncio do cessar-fogo foi bem recebido internacionalmente. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou apoio à iniciativa por meio de comunicado oficial. No campo econômico, o mercado reagiu com queda significativa no preço do petróleo, que recuou quase 15%, atingindo o menor valor em um mês.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou o acordo, classificando o momento como positivo para a paz mundial e afirmando que o país poderá auxiliar na gestão do tráfego no Estreito de Ormuz.
Segundo autoridades iranianas, o país apresentou uma lista de dez exigências para aceitar o cessar-fogo, todas acatadas pelos Estados Unidos. Entre os principais pontos estão garantias contra novos ataques, suspensão de sanções, manutenção do controle sobre o Estreito de Ormuz, retirada de forças norte-americanas da região e compensações financeiras ao Irã.
RESUMO:
- Ataques continuam no Oriente Médio mesmo após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã.
- Israel adere parcialmente à trégua, mas mantém ofensivas no Líbano.
- Acordo é bem recebido internacionalmente e impacta mercado, com queda no preço do petróleo.





















