Novos parque de PG também podem ser projetados para atividades culturais
Conselheiro, produtor cultural acredita que essa integração dialoga com os princípios contemporâneos de planejamento urbano sustentável

O conselheiro da área de Cultura do Grupo aRede, Eduardo Godoy, entende que a criação de novos parques, em Ponta Grossa, também pode ser projetada para que esses locais recebam atividades culturais - o debate é referente a uma reportagem especial do Portal aRede.
Para ele, essa integração de áreas verdes com cultura dialoga com princípios contemporâneos de planejamento urbano sustentável, articulando meio ambiente, bem-estar social e desenvolvimento cultural.
Confira abaixo a opinião na íntegra de Eduardo, que é produtor cultural, jornalista, diretor-geral da Estratégia Projetos Criativos e diretor-executivo do Museu Cenas de Ponta Grossa - Eduardo também responde pela direção e produção do Festival Nacional de Teatro (Fenata) e do Festival Universitário da Canção (FUC):
"A reportagem especial do Portal aRede desta semana mostrou o planejamento da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) para criação de novos parques públicos urbanos nos próximos anos.
Trago aqui como sugestão que neste processo de planejamento sejam incluídos espaços apropriados para atividades culturais. Se planejados de forma integrada, esses novos espaços passarão a funcionar também como territórios de convivência e de expressão artística.
Os novos parques precisam oferecer infraestrutura acessível e democrática para a realização de eventos culturais. Palcos abertos, anfiteatros, áreas gramadas e estruturas técnicas que permitam a realização de apresentações musicais, festivais, cinema ao ar livre, apresentações de teatro e dança, exposições, batalhas de rap, slam, entre tantas outras opções.
Ao facilitar a difusão cultural em parques e praças, amplia-se o acesso de diferentes públicos, inclusive daqueles que muitas vezes não frequentam equipamentos culturais tradicionais, como os teatros.
Há que se pensar ainda na preservação da memória local e na valorização do patrimônio natural dos Campos Gerais, que podem ser importantes aliadas na ocupação dos novos parques, com equipamentos e mobiliários que promovam a educação patrimonial de uma forma inovadora, tecnológica e interativa. Os novos parques podem ajudar a contar a história de Ponta Grossa e preparar as novas gerações para o futuro.
Ou seja, a integração entre os novos parques urbanos projetados pela Prefeitura com a oferta de atividades culturais dialoga diretamente com princípios contemporâneos de planejamento urbano sustentável, articulando meio ambiente, bem-estar social e desenvolvimento cultural. Assim, teremos uma cidade cada vez mais humana, onde natureza, arte e cultura convivem de forma complementar".
CONSELHO DA COMUNIDADE
Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.
Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.
VEJA ABAIXO UM RESUMO DO ARTIGO
- Integração Estratégica: o conselheiro propõe que os novos parques de Ponta Grossa sejam planejados desde a origem como 'territórios de convivência'. A ideia é que a preservação ambiental caminhe junto com a expressão artística, seguindo os princípios de um planejamento urbano sustentável que valoriza o bem-estar social;
- Democratização do Acesso: Godoy defende a instalação de infraestruturas como anfiteatros, palcos abertos e áreas técnicas para cinema, teatro e batalhas de rap. O objetivo é levar a cultura para fora dos equipamentos tradicionais (como os teatros fechados), alcançando públicos que normalmente não frequentam esses espaços;
- Educação Patrimonial e Memória: o projeto sugere o uso de mobiliário tecnológico e interativo para transformar os parques em locais de preservação da memória de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Assim, as áreas verdes funcionariam também como ferramentas de educação histórica para as futuras gerações.
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- Novas áreas verdes são necessárias para uma cidade que cresceu sem planejamento;
- Novos parques de Ponta Grossa são muito mais do que áreas de lazer;
- Áreas verdes planejadas impulsionam turismo e sustentabilidade urbana;
- Qualidade ambiental de PG não depende apenas de grandes parques.





















