Áreas verdes planejadas impulsionam turismo e sustentabilidade urbana | aRede
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Áreas verdes planejadas impulsionam turismo e sustentabilidade urbana

Conselheira, turismóloga acredita que esses ambientes são cada vez mais importantes para o desenvolvimento econômico das cidades

Karen Kobilarz é conselheira de Turismo
Karen Kobilarz é conselheira de Turismo -

Rodolpho Bowens

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A conselheira de Turismo do Grupo aRede, Karen Kobilarz, acredita que a construção de parques urbanos pode contribuir significativamente com o desenvolvimento de Ponta Grossa - o debate é referente a uma reportagem especial do Portal aRede.

Para ela, as autoridades devem pensar em parques planejados, que tenham estratégias para impulsionar o turismo. Por fim, ela destaca que a construção dessas áreas verdes vão muito além do lazer, mas também como pontos de aprendizado e locais que combatam as mudanças climáticas.

Confira abaixo a opinião na íntegra de Karen, que é bacharel em Turismo, consultora do Sebrae e Senar PR, além de gestora executiva do Adetur Campos Gerais:

"O investimento em áreas verdes e parques urbanos é cada vez mais reconhecido como um elemento estratégico para o desenvolvimento das cidades, tanto na promoção da qualidade de vida da população quanto no fortalecimento do turismo. Espaços naturais bem planejados oferecem oportunidades de lazer, convivência, prática de atividades físicas e contato com a natureza, tornando os destinos mais atrativos para moradores e visitantes.

Entretanto, para que um parque cumpra plenamente seu papel social, ambiental e turístico, é fundamental que ele seja pensado para o uso das pessoas. Isso significa garantir acessibilidade, conforto e infraestrutura adequada, permitindo que diferentes públicos possam usufruir desses espaços. A presença de sanitários, áreas de descanso, bancos, pontos de hidratação, trilhas seguras, sinalização clara e estruturas acessíveis são elementos essenciais para proporcionar uma experiência positiva aos visitantes.

Além disso, parques bem planejados também podem incorporar estratégias de interpretação ambiental, com painéis educativos, roteiros de caminhada, espaços para contemplação da paisagem e até áreas destinadas à observação de aves, prática cada vez mais valorizada no turismo de natureza. Ambientes que priorizam o silêncio, o contato com a biodiversidade e a tranquilidade da paisagem contribuem para experiências mais significativas, conectando as pessoas com o ambiente natural.

Cidades que investem nesse tipo de infraestrutura verde fortalecem sua imagem como destinos sustentáveis e acolhedores. Exemplos internacionais mostram como parques urbanos bem estruturados se tornam verdadeiros cartões-postais e polos de visitação, como o Central Park, nos Estados Unidos, e o Hyde Park, no Reino Unido.

Essa visão também dialoga com os compromissos globais discutidos na COP30, que reforçam o papel das cidades na adoção de soluções baseadas na natureza para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. Parques urbanos ajudam a reduzir ilhas de calor, melhorar a qualidade do ar, preservar a biodiversidade e criar ambientes mais resilientes.

Assim, investir em parques urbanos vai muito além de criar áreas verdes. Trata-se de planejar cidades mais humanas, acessíveis e sustentáveis, capazes de oferecer qualidade de vida à população e, ao mesmo tempo, fortalecer o turismo e a identidade dos destinos".

CONSELHO DA COMUNIDADE

Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.

Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DO ARTIGO

- Potencial Turístico e Infraestrutura: para a conselheira, os parques devem ser planejados como cartões-postais estratégicos. Ela ressalta que, para atrair visitantes e fortalecer o turismo, é indispensável investir em infraestrutura de qualidade, como acessibilidade plena, sanitários, sinalização clara e pontos de descanso, transformando a área verde em um destino competitivo;

- Educação e Experiência com a Natureza: o projeto desses espaços deve ir além do lazer contemplativo, incorporando a 'interpretação ambiental'. Isso inclui painéis educativos, trilhas seguras e áreas para observação de aves, permitindo que o parque seja um local de aprendizado e conexão profunda com a biodiversidade local;

- Sustentabilidade e Resiliência Climática: alinhada aos debates globais da COP30, Karen destaca que os parques são soluções baseadas na natureza cruciais para o futuro das cidades. Eles atuam diretamente no combate às mudanças climáticas, ajudando a reduzir ilhas de calor, melhorar a qualidade do ar e criar ambientes urbanos mais humanos e resilientes.

VEJA MAIS OPINIÕES SOBRE O ASSUNTO

- Novas áreas verdes são necessárias para uma cidade que cresceu sem planejamento;

Novos parques de Ponta Grossa são muito mais do que áreas de lazer.

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