Projetos de extensão e serviços da UEPG reduzem desigualdades do município
Henrique Zulian, conselheiro de Urbanismo do Grupo aRede, defende que a atuação da Universidade Estadual de Ponta Grossa vai além do ensino e contribui para estruturar o desenvolvimento urbano em Ponta Grossa

O conselheiro da área de Urbanismo do Grupo aRede, Henrique Wosiack Zulian, entende que a Universidade Estadual de Ponta Grossa exerce um papel urbano estratégico em Ponta Grossa, ao ir além da função acadêmica e contribuir diretamente para a organização da cidade. Segundo ele, ao oferecer serviços gratuitos nas áreas de saúde, educação e cultura, a instituição passa a atender populações que muitas vezes estão fora do alcance pleno do poder público.

Para o urbanista, a forma como esses serviços são distribuídos no território é um ponto central. Quando ficam concentrados apenas nos campi, há limitação de acesso, especialmente para moradores de regiões periféricas.
Por outro lado, iniciativas de extensão que levam atendimentos aos bairros ajudam a descentralizar oportunidades e ampliar o alcance da universidade. Com isso, a universidade se consolida não apenas como espaço de ensino, mas como agente ativo na construção de uma cidade mais equilibrada e socialmente justa.
Confira abaixo a opinião na íntegra de Henrique, graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pós-graduado pela Escola da Cidade e mestre na área de Projeto Arquitetônico pela Universidade de São Paulo (FAU-USP). Ele também tem dezesseis premiações em concursos de arquitetura pelo Brasil, inclusive em Ponta Grossa:
"A reportagem sobre a Universidade Estadual de Ponta Grossa revela que ela possui um papel urbano fundamental da instituição dentro da cidade.
Quando a UEPG oferece serviços gratuitos de saúde, educação e cultura, ela deixa de ser apenas um espaço acadêmico e passa a funcionar como um verdadeiro equipamento urbano estratégico. Isso significa que ela ajuda a estruturar a cidade, especialmente ao atender populações que muitas vezes estão fora do alcance pleno do poder público.
Do ponto de vista urbanístico, isso levanta uma questão importante: onde e como esses serviços estão distribuídos? Se eles ficam concentrados na sede central ou campus apenas, existe uma limitação de acesso, principalmente para moradores de bairros periféricos. Mas resolvendo isso de outra forma, quando a universidade atua nos bairros, como nos projetos de extensão e na Operação Rondon, ela contribui para uma descentralização urbana, levando serviços e conhecimento para onde a cidade mais precisa.
Isso dialoga diretamente com um dos grandes desafios de Ponta Grossa: evitar uma cidade fragmentada, onde oportunidades e infraestrutura ficam concentradas em poucos pontos, principalmente nos centrais. A atuação da universidade ajuda a reduzir essas desigualdades territoriais.
Além disso, a extensão universitária também funciona como um instrumento de leitura da cidade. Ao entrar nos bairros, os estudantes e pesquisadores entendem melhor as demandas reais da população, o que pode influenciar políticas públicas mais eficientes e planejamentos urbanos mais alinhados com a realidade local.
Tudo isso não diz respeito à apenas serviços gratuitos para a população. Ela mostra como a universidade pode ser um agente ativo na construção de uma cidade mais equilibrada, integrada e socialmente justa".
CONSELHO DA COMUNIDADE
Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.
Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.
LEIA UM RESUMO DO ARTIGO
- A Universidade Estadual de Ponta Grossa atua como agente urbano ao oferecer serviços gratuitos que atendem parte da população fora do alcance do poder público.
- A descentralização desses serviços, especialmente em bairros periféricos de Ponta Grossa, amplia o acesso e contribui para reduzir desigualdades territoriais.
- Projetos de extensão, como a Operação Rondon, aproximam a universidade da realidade da população e ajudam a orientar políticas públicas mais eficientes.
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